Indicador social.html

 
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Indicador social são dados elaborados, geralmente, por organizações internacionais, que fornecem dados que mostram a qualidade de vida da população de um determinado país, com sua esperança de vida ao nascer, leitos hospitalares, acesso à água potável, etc. Há outros indicadores sociais, especialmente os relacionados à educação, à taxa de alfabetização ou à quantidade média de anos na escola, que permitem examinar as condições de qualificação e, portanto, de oportunidade no mercado de trabalho da população do país.

Três aspectos podem ser destacados em relação a estes índices no Brasil:

1. Melhora recente. Primeiro, houve uma mudança positiva de muitos destes indicadores nos últimos anos - tanto a esperança de vida da população cresceu (67,8 anos), como a taxa de mortalidade infantil caiu significativamente - indicando melhores condições de saúde da população brasileira.

Também houve uma melhora nas condições de saneamento básico no Brasil, e a educação também teve avanços no período recente, com a diminuição do analfabetismo entre a população maior de 10 anos.

2. Inequidades regionais. Um segundo aspecto que também tem chamado a atenção está relacionado às disparidades que há entre esses índices quando se divide a população por região ou nível de renda. De um modo geral, as áreas urbanas do Centro-Sul do país apresentam índices nitidamente superiores em relação às zonas rurais e dos estados do Norte-Nordeste. Veja:

• A taxa de mortalidade infantil na região nordeste do Brasil é 2,6 maior em relação a região Sul;

• O analfabetismo nas zonas rurais é o triplo das zonas urbanas.

Do mesmo modo, quando dividimos a população por nível de renda também podem ser percebidas fortes desigualdades:

• Para famílias com renda per capita acima de um salário mínimo, praticamente 75 por cento das habitações eram consideradas adequadas, enquanto para aquelas famílias com uma renda inferior a 1/2 salário mínimo per capita, essa porcentagem era de apenas 34,1%;

• Em relação à educação, famílias que tem um rendimento mensal de até 1/4 do salário mínimo, 23,6% de adolescentes (15 a 17 anos) são analfabetos. Esta porcentagem não chega a 2% nas famílias que tem uma renda mensal per capita superior a dois salários mínimos.

3. Inequidade no mundo. Um último aspecto a ser analisado em relação a estes índicadores sociais é a sua comparação com outros países. O Brasil atualmente ocupa uma posição intermediária, muito distante dos chamados países desenvolvidos - a esperança de vida ao nascer, por exemplo, no Canadá é 79,0 anos; na Argentina é 72,9; já no Brasil este índice é de 66,8 anos(Fonte: Banco Mundial das Nações Unidas - 2000) - o que indica que muito precisa ser feito para a melhora das condições de vida da população brasileira.

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