Israel.html

 
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Nota: Para outros significados de Israel, ver Israel (desambiguação).

מדינת ישראל (Medīnát Yisrā'él)
دولة إسرائيل (Daulát Isrā'īl)

Estado de Israel
Bandeira Brasão
Hino nacional: התקווה (HaTikvá)
"A esperança"
Gentílico: israelense; israelita; israeliano[1]

Localização de Israel

Localização da Israel no Oriente Médio
Capital Jerusalém
31°47′N 35°13′E
Cidade mais populosa Jerusalém
Língua oficial hebraico (ou hebreu) e árabe
Governo República parlamentarista
 - Presidente Shimon Peres
 - Primeiro-ministro Ehud Olmert
Independência  
 - Declaração 14 de maio de 1948
5 iyar 5708 
Área  
 - Total 20.770/22,072 km² km² (151º)
 - Água (%) ~2
População  
 - Estimativa de 2008 7.282.000 hab. (96º)
 - Censo 1995 5.548.523
 - Densidade 324 hab./km² (34º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$232,7 bilhões (44º)
 - Per capita US$33.299 (22º)
Indicadores sociais
 - Gini (2005) 39,2   – médio
 - IDH (2006) 0,930 (24º) – elevado
 - Esper. de vida 80,7 anos ()
 - Mort. infantil 4,7/mil nasc. (176º)
 - Alfabetização 97,1% (56º)
Moeda novo sheqel (NIS)
Fuso horário (UTC+2)
 - Verão (DST) (UTC+3)
Cód. Internet .il
Cód. telef. ++972
Website governamental www.gov.il

Mapa de Israel

O Estado de Israel (em hebraico Sound? מדינת ישראל, transl. Medīnát Isra'él; em árabe دولة إسرائيل, transl. Daulát Isrā'īl) é um país no Oriente Médio, na extremidade sudeste do Mar Mediterrâneo. É uma república democrática parlamentar fundada em 14 de Maio de 1948. É o único estado judeu em todo o mundo[2][3]. Faz fronteira com o Líbano no norte, Síria e Jordânia ao leste e Egito no sudoeste[4].

A capital declarada (mas não reconhecida pela comunidade internacional) do país e sede do governo é Jerusalém, que é também a residência do Presidente da nação, repartições do governo, suprema corte e o Knesset (parlamento). A Lei Básica estabelece que "Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel" apesar de a Autoridade Palestina ver Jerusalém Oriental como futura capital da Palestina e as Nações Unidas e a maioria dos países não aceitarem a Lei Básica, argumentando que o status final deve esperar futuras negociações entre Israel e a Autoridade Palestina. A maioria dos países mantém sua embaixada em Tel Aviv[5][6][7]. Israel é o único país no Oriente Médio cujo regime político é considerado uma verdadeira democracia, e seus cidadãos desfrutam de uma extensa gama de direitos políticos e direitos civis[8]. Israel, ainda, é considerado o mais avançado na região em termos de liberdade de imprensa[9], regulamentações empresariais[10], competição econômica,[11], liberdade econômica[12] e índice de desenvolvimento humano médio.

O conflito entre Israel e a Palestina em andamento continua a ser uma fonte de tensão dentro e fora de Israel [13][14]. Em particular, isto causou tensões com os vizinhos árabes de Israel, com alguns dos quais Israel também entrou em conflito.[14] Grupos como a Anistia Internacional[15] e Human Rights Watch[16] têm sido críticos das políticas de Israel, enquanto outras organizações como a Freedom House[17], o governo dos Estados Unidos e alguns países da Europa geralmente apoiando Israel[18].

Segundo as escrituras bíblicas, Israel é a terra prometida por Deus aos hebreus e é o berço da religião e da cultura judaica desde o século XVII a.C..

Índice

editar Etimologia

O nome Israel (ישראל), que em hebraico significa aquele que luta com Deus (ישר-אל; "Issar-El") tem sua origem na passagem do livro do Gênesis (Gen 32:28), primeiro da Bíblia hebraica (Torá), na qual Jacó luta contra um anjo e recebe deste o nome de Israel[19]. A nação que teria sido fundada por Jacó, é chamada alternativamente de "Os Filhos de Israel", "O Povo de Israel", ou "israelitas". Também é da tradição judaica o ensinamento que é a formação do nome através das iniciais (em hebraico) dos patriarcas do povo hebreu: Isaac e Jacó ("י"), Sara ("ש"), Raquel ("ר"), Abraão ("א"), Léia ("ל").

O primeiro registro histórico da palavra "Israel" vem de uma estela egípcia documentando campanhas militares em Canaã. Apesar disso, esta estela se refere a um povo (o determinativo para 'país' estava ausente) é datado a aproximadamente 1211 a.C.[20].

Outros nomes rejeitados propunham Eretz Israel, Sião e Judéia[21]. O uso do termo "israeli" para se referir a um cidadão de Israel foi decidido pelo Governo de Israel nas semanas imediatamente após a independência e anunciado pelo Ministro das Relações Exteriores Moshe Shertok[22].

Em português, os habitantes do moderno Estado de Israel são denominados "israelenses" (no Brasil) ou "israelitas" (no Brasil, em Portugal e nos outros países de língua oficial portuguesa). O termo "israelita" pode também ser utilizado para se referir aos adeptos da religião judaica.

editar História

Ver artigo principal: História de Israel

editar Raízes históricas

A menorá sequeada de Jerusalém, imagem do Arco de Tito.

A tradição judaica defende que a Terra de Israel tem sido uma Terra Santa judaica e uma Terra prometida por quatro mil anos, desde o tempo dos patriarcas. A terra de Israel guarda um lugar especial nas obrigações religiosas judaicas, englobando os mais importantes locais do judaísmo (como os restos do Primeiro e Segundo Templos do povo judaico). Conectado com estas duas versões do templo estão ritos religiosos significativos que simbolizam a origem de muitos aspectos do judaísmo moderno[23]. Começando por volta do século XI a.C., o primeiro de uma série de reinos e estados judaicos estabeleceram um controle intermitente sobre a região que durou mais que um milênio[24].

Sob o domínio assírio, babilônico, persa, grego, romano, bizantino e (brevemente) sassânido, a presença judaica na região diminuiu por causa de expulsões em massa. Em particular, o fracasso na revolta de Bar Kokhba contra o Império Romano em 132 a.C. resultou em uma expulsão dos judeus em larga escala. Foi durante este tempo que os romanos deram o nome de Syria Palæstina à região geográfica, em uma tentativa de apagar laços judaicos com a terra[25]. No entanto, a presença judaica na Palestina permaneceu constante. A principal concentração de população judaica transferiu-se da Judéia para Galiléia. A Mishná e o Talmud de Jerusalém, dois dos textos judaicos mais importantes, foram compostos na região durante esse período. A terra foi conquistada do Império Bizantino em 638 d.C. durante o período inicial das conquistas muçulmanas. O niqqud hebraico foi inventado em Tiberíades nessa época. A área foi dominada pelos omíadas, então pelos abássidas, cruzados, os corésmios e mongóis, antes de se tornar parte do império dos mamelucos (1260-1516) e o Império Otomano em 1517.

editar Nascimento do moderno Estado de Israel

Após o término da Primeira Guerra Mundial e a queda do Império Turco-Otomano, a antiga província da Palestina passou a ser administrada pela Grã-Bretanha. Atendendo às solicitações do sionistas, os ingleses promulgaram em 1917 a Declaração Balfour, onde a Grã-Bretanha se comprometia a ajudar a construir um "lar judaico" na Palestina, com a garantia de que este não colocasse em causa os direitos políticos e religiosos das populações não-judaicas.

Com a reação violenta dos árabes a partir da década de 1920, os ingleses tentaram regredir na sua promessa, implementando políticas de restrição à imigração de judeus.

A ascensão do Nazismo inicia uma perseguição antijudaica sem precedentes. Os judeus da Europa começam a ser perseguidos e por fim aprisionados e massacrados, numa grande tragédia humana igualmente vivida por outros povos envolvidos na Segunda Guerra Mundial. A morte massiva dos judeus denominou-se Holocausto.

Na Palestina, nacionalistas árabes foram insuflados a não aceitar a migração de judeus. Mohammad Amin al-Husayni, Grão-Mufti de Jerusalém (máxima autoridade religiosa muçulmana) se alia aos nazistas e promove perseguições antijudaicas.

editar A Independência

Ao término da Segunda Guerra Mundial, o mundo tomou conhecimento da dimensão do Holocausto e do massacre de seis milhões de judeus pelos nazistas.

Com a Europa destruida e os sentimentos anti-semitas ainda exaltados, uma enorme massa de milhões de refugiados deixava a Europa para se unirem aos sionistas na Palestina. Mas a política de restrição à imigração judaica era mantida pelo Mandato Britânico. Os grupos militantes judaicos procuravam infiltrar clandestinamente o maior número possível de refugiados judeus na Palestina, enquanto retomavam os ataques contra alvos britânicos e repeliam ações violentas dos nacionalistas árabes. Com as pressões se avolumando, a Grã-Bretanha decide abrir mão da administração da Palestina e entrega a administração da região à Organização das Nações Unidas (ONU).

David Ben-Gurion discursa na Declaração do Estado de Israel em 14 de maio de 1948.

O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembleia Geral da ONU, realizada em 29 de Novembro de 1947, presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha e que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira.

A decisão foi bem recebida pela maioria das lideranças sionistas, embora tenha recebido críticas de outras organizações, por não permir o estabelecimento do estado judeu em toda a Palestina. Mas a Liga Árabe não aceitou o plano de partilha. Deflagra-se, então, uma guerra entre judeus e árabes.

Na sexta-feira, 14 de Maio de 1948, algumas horas antes do término do mandato britânico sobre a Palestina (o horário do término do mandato foi determinado pela ONU para as 12:00 do dia 15 de Maio) - David Ben Gurion assinou a Declaração de Independência do Estado de Israel.

Em janeiro de 1949, Israel realiza suas primeiras eleições parlamentares e aprova leis para assegurar o controle educacional, além do direito de retorno ao país para todos os judeus. A economia floresce com o apoio estrangeiro e remessas particulares.

editar Geografia

Ver artigo principal: Geografia de Israel

Israel ocupa uma área de 20.700 km². O tamanho do país pode ser comparado, em área (km²), com o estado de Sergipe no Brasil ou um pouco menos do que a região do Alentejo em Portugal, contudo, a distância em linha recta, entre a extremidade norte e sul do país (a maior do país) é a mesma entre Viseu e Portimão (Portugal) e as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro (Brasil).

A norte de Israel, nasce o Rio Jordão, importante rio para a região, que cruza o país de norte a sul e que serve de fronteira com a Jordânia, alimentando o Mar da Galileia e desaguando no Mar Morto numa zona de depressão 400 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo.

O formato meridional e litorâneo fornece ao país um micro-clima bem diversificado, florísticas e geológicas.

É possível esquiar no norte do país e ir a uma praia quente no sul em poucas horas.

editar Áreas metropolitanas

Ver artigo principal: Distritos de Israel

Em 2006, o Bureau Central Israelense de Estatísticas define três áreas metropolitanas: Tel Aviv (população 3 040 400), Haifa (população 996 000) e Beersheva (população 531 600)[26] A capital, Jerusalém, tem uma população de 719 900. O Instituto de Jerusalém de Estudos de Israel define a área metropolitana de Jerusalém (população 2 300 000, incluindo 700 000 judeus e 1 600 000 árabes)[27].

editar Governo e política

Ver artigos principais: Governo de Israel e Política de Israel.

Israel não possui uma constituição escrita, sendo governado por um conjunto de leis básicas aprovadas pelo Knesset (parlamento). Espera-se que estas leis básicas venham a integrar uma futura constituição escrita do país.

editar Poder legislativo

O poder legislativo reside no Knesset, parlamento unicameral composto por 120 membros, eleitos para um mandato de quatro anos. O Knesset pode contudo se dissolver antes da conclusão deste período e convocar novas eleições.

Entre as suas funções, encontram-se a aprovação do orçamento e dos impostos, a aprovação das leis e a eleição do presidente. Em geral, o governo apresenta os projectos de lei, mas os comités parlamentares ou os membros do Knesset também podem apresentá-los. Nos seus trabalhos, o Knesset utiliza as duas línguas oficiais do país, o hebraico e o árabe.

Os cidadãos com mais de dezoito anos não votam em candidatos, mas em partidos, que ordenam os seus candidatos em listas nacionais. O número de lugares atribuídos a cada partido está relacionado com a percentagem obtida por este nas eleições; o mínimo necessário para se conquistar representação é 1,5%.carece de fontes?

As últimas eleições para o Knesset aconteceram em 26 de Março de 2006, tendo sido o partido mais votado o centrista Kadima que conquistou 29 lugares; foi seguido pelo Partido Trabalhista com 19 lugares e pelo Likud e o Shas com 12 lugares cada um.

editar Distritos adminitrativos

Distritos de Israel: (1) Norte, (2) Haifa, (3) Central, (4) Tel Aviv, (5) Jerusalém, (6) Sul

O Estado de Israel está dividido em seis principais distritos administrativos, conhecido como mehozot (מחוזות; singular: mahoz) - Centro, Haifa, Jerusalém, Norte, Sul e Tel Aviv. Os distritos dividem-se em quinze sub-distritos conhecidos como nafot (נפות; singular: ANPA), que são eles próprios divididos em cinquenta regiões naturais.[28] Para fins estatísticos, o país está dividido em três áreas metropolitanas: Tel Aviv e Gush Dan (população 3.150.000), Haifa (população 996.000), e Beersheba (população 531.600).[29] A maior cidade de Israel, tanto em população quanto em área é Jerusalém com 732.100 habitantes em uma área de 126 quilômetros quadrados.[30] Tel Aviv, Haifa e Rishon LeZion são as cidades mais populosas do país, com 384.600, 267.000 e 222.300 habitantes, respectivamente.[31]

editar Territórios ocupados

Os territórios ocupados por Israel são a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã. Estas são as áreas de Israel tomou da Jordânia e da Síria durante a Guerra dos Seis Dias. O termo também foi usado para descrever a Península do Sinai, que foi devolvida ao Egito em 1979 como parte do Tratado de Paz Israel-Egito.

O termo de "territórios ocupados por Israel" também foi usado para englobar a Faixa de Gaza, que foi ocupada pelo Egito e tomada por Israel em 1967. Em 2005, Israel desocupou a Faixa de Gaza e retirou quatro assentamentos na Cisjordânia, como parte do seu plano de retirada unilateral. Israel ainda controla o acesso ao espaço aéreo e marítimo de Gaza. Israel também regulamenta as viagens e o comércio de Gaza com o resto do mundo.[32] O interior do território está sob controle do Hamas.

Na sequência da captura desses territórios por Israel, assentamentos constituídos por cidadãos israelitas foram estabelecidas dentro de cada um deles. Israel tem direito civil aplicado a Golan e Jerusalém Oriental, incorporando-os ao seu território e oferecendo aos seus habitantes a cidadania israelense. Em contraste, a Cisjordânia tem permanecido sob ocupação militar e é largamente visto - por parte de Israel, pelos palestinos e pela comunidade internacional - como o local de um futuro Estado palestino. A maioria das negociações relativas aos territórios se dão com base na Resolução 242 do do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que apela que Israel desocupe os territórios ocupados em troca da normalização das relações com países árabes, um princípio conhecido como "terra pela paz".[33][34][35]

A Cisjordânia tem uma população constituída principalmente por árabes palestinos, incluindo os residentes históricos dos territórios e dos refugiados da Guerra árabe-israelense de 1948.[36] Desde a ocupação em 1967 até 1993, os palestinos que vivem nesses territórios estavam sob a administração militar israelita. Desde que foram assinadas as cartas de reconhecimento entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina, a maioria da população palestina e suas cidades têm estado sob o controle da Autoridade Palestina e por um controle militar parcialpor parte dos israelenses, apesar de Israel ter em diversas ocasiões reorganizado suas tropas e reinstituído plena administração militar durante períodos de grande agitação. Em resposta aos ataques cada vez mais como parte da Segunda Intifada, o governo israelense iniciou a construção do chamado "Muro da Cisjordânia",[37] que segundo opositores está parcialmente construído dentro do território da Cisjordânia.[38] Em 27 de dezembro de 2008, Israel inicia a Operação Chumbo Fundido, uma das mais sangrentas operações militares contra palestinos desde a Guerra dos Seis Dias, com o propósito de acabar com a infraestrutura do Hamas.

editar Forças armadas

Ver artigo principal: Forças de Defesa de Israel

As Forças de Defesa de Israel (Tzavá Haganá le Yisra'el), foram formadas durante a Independência. No período entre 1948 e 1949, quando Israel enfrentou os exércitos dos países árabes que não aceitavam o estabelecimento do Estado Judeu, as antigas facções armadas dos sionistas foram reunidas e aparelhadas com armas e munição fabricadas e também doadas por outros países.

Mesmo em outras regiões do mundo, todos os cidadãos judeus maiores de 18 anos são aplicáveis às Forças de Defesa. As forças de defesa de Israel são uma das mais bem equipadas forças armadas do planeta, não perdendo nenhum conflito desde sua criação.[39]

Exército, Marinha e Força Aérea possuem um conjunto unificado, encabeçado por um chefe de Estado-Maior, que é responsável perante o Ministério da Defesa e indicado para um mandato de três ou quatro anos.

editar Economia

Ver artigos principais: Economia de Israel e Turismo em Israel.
O centro financeiro de Ramat Gan, no Distrito de Tel Aviv, o principal centro financeiro do país.

Israel é considerado um dos países mais avançados do sudoeste da Ásia em desenvolvimento econômico e industrial. O país foi classificado como o de nível mais elevado da região pelo Banco Mundial[40], bem como, no Fórum Econômico Mundial. Tem o maior número de empresas cotadas na bolsa NASDAQ fora da América do Norte.[41] Em 2007, Israel tinha o 44 º mais alto do produto interno bruto (PIB) e 22º maior PIB per capita do mundo (em paridade de poder de compra), com US$ 232,7 bilhões e US$ 33.299, respectivamente.[42] Em 2007, Israel foi convidado a aderir à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico,[43] que promove a cooperação entre os países que aderem aos princípios democráticos e explorar economias de mercado.[44]

Apesar dos limitados recursos naturais, o intesivo desenvolvimento industrail e da agricultura ao longo das últimas décadas fez com que Israel se torna-se amplamente auto-suficiente na produção de alimentos, além de grãos e carne. Entre os produtos muito importados por Israel, totalizando US$ 47,8 bilhões em 2006, incluem-se combustíveis fósseis, as matérias-primas e equipamentos militares. Os produtos que Israel mais exporta são frutas, vegetais,produtos farmacêuticos, software, produtos químicos, tecnologia militar, diamantes, em 2006, o volume de exportações do país atingiu US$ 42,86 bilhões.

Centro Mundial Bahá'í em Haifa, um do principais pontos turísticos e religiosos do país.

Israel é um dos líderes globais em conservação da água, energia geotérmica[45] e em alta tecnologia, atuando no desenvolvimeto de softwares, comunicações e ciências da vida, o que provoca comprações ao Vale do Silício na Califórnia.[46][47] Intel[48] e Microsoft[49] construiram em Israel seus primeiros centros de pesquisa e desenvolvimento fora dos Estados Unidos além de outras multinacionais de alta tecnologia como a IBM, a Cisco Systems e a Motorola, terem aberto instalações no país. Em julho de 2007, o bilionário americano Warren Buffett, CEO da companhia Berkshire Hathaway, comprou a empresa israelense Iscar, sendo a sua primeira aquisição fora do território americano, por US$ 4 bilhões.[50] Desde a década de 1970, Israel tem recebido ajuda econômica dos Estados Unidos, cujos empréstimos representam a maior parte da dívida externa do país. Em 2007, os Estados Unidos aprovou mais 30 bilhões de dólares em ajuda a Israel pelos próximos dez anos.

O turismo, especialmente do turismo religioso, é outra importante fonte de renda em Israel, com um clima temperado, praias, sítios arqueológicos e históricos, além da única geografia do país que atrai milhões de turistas todos os anos. Problemas de segurança de Israel afetam a indústria do turismo, mas o número de turistas continua em alta.[51]

editar Demografia

Ver artigo principal: Demografia de Israel
Jerusalém, a maior cidade de Israel.

A população de Israel é predominantemente judaica com uma minoria árabe na sua maior parte muçulmana, embora também existam árabes cristãos, circassianos e drusos. É política oficial a preservação do caráter judaico do Estado, embora as leis garantam completa liberdade de culto.

Em 2006, dos 7,0 milhões de habitantes de Israel, 81% eram Judeus ou de outra origem étnica, enquanto 19% era Árabe. Em termos religiosos, 77% era judeus, 16% eram Muçulmanos, 4% eram cristãos, 2% eram Druzos - o resto da população não foi classificada por religião.[52]

Tel Aviv, a segunda maior cidade do país.

De entre os judeus, 63% tinham nascido em Israel, 27% eram imigrantes oriundos da Europa e da América, 10% eram imigrantes da Ásia e África (incluindo países árabes).[53]

Em Israel vivem também aproximadamente 300 mil imigrantes não-judeus, de várias origens, que vieram como trabalhadores temporários.

editar Língua

Israel tem duas línguas oficiais: o hebraico e o árabe. Dentre estas a dominante é o hebraico, que sobreviveu em grande parte como língua litúrgica e de erudição desde a expulsão dos judeus da Palestina pelos romanos, no início da Era Cristã, mas foi reavivado como idioma do dia-a-dia no século XIX em grande parte graças aos esforços de Eliezer Ben Yehuda. Judeu da Europa Oriental, Ben Yehuda fixou-se na Palestina em 1881, onde procedeu a um trabalho de divulgação do hebraico moderno nas escolas. Foi co-fundador do Comité da Língua Hebraica e compilou o primeiro dicionário de hebraico. O hebraico é a língua primária e a principal do Estado e é falada pela maioria da população.

O árabe é falado pela minoria árabe, drusos e por alguns membros da comunidade judaica mizrahi. O inglês é estudado na escola e é falado pela maioria da população como segunda língua. O árabe costuma ser matéria eletiva em muitas escolas.

A língua russa é amplamente representada na mídia, graças ao grande número de imigrantes russos e das ex-repúblicas soviéticas que formam uma parte substancial da sociedade israelense.[54] O inglês, língua oficial da administração britânica durante a era do Mandato Britânico da Palestina, continua sendo utilizado em alguns contextos, por exemplo, na moeda, nas placas rodoviárias, nas instruções de farmacêutica, em conjunto com os idiomas oficiais. O inglês é também a língua estrangeira mais estudada. As línguas judaicas iídiche e ladino são oficialmente conservadas de acordo com a lei de conservação destas línguas, porém faladas por poucas pessoas.

Outras línguas faladas em Israel incluem romeno, polonês, francês, português, italiano, espanhol, neerlandês, alemão, amárico e persa, mais uma vez graças ao grande número de imigrantes que compõem a população israelense. Programas populares de televisão norte-americanos e europeus são apresentados de forma comum. Jornais podem ser encontrados em todas as línguas listadas acima bem como outras.

editar Religião

Ver artigo principal: Religião em Israel

Existem três religiões principais praticadas em Israel: Judaísmo, Cristianismo, e Islamismo. Existem ainda minorias de Druzos, Circassianos, Baha'i, entre outros.

O Muro das Lamentações com o Domo da Rocha ao fundo, em Jerusalém, o local mais sagrado do judaísmo.

O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história.[55] Tem como crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo. Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida.

  • Os livros sagrados dos judeus

A Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus. Fazem parte da Torá : Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targum, Midrashim e Comentários.

  • Rituais e símbolos judaicos

Os cultos judaicos são realizados num templo chamado de sinagoga e são comandados por um sacerdote conhecido por rabino. O símbolo sagrado do judaísmo é o menorá, candelabro com sete braços.

Segundo dados do governo de Israel, 4,5% da população judaica de Israel são judeus haredim (habitualmente designados como "ultraortodoxos") e 13% de ortodoxos.

Por concentrar os locais sagrados das três grandes religiões monoteístas do mundo (Cristianismo, Islamismo e Judaísmo), Israel conserva a liberdade religiosa, permitindo aos peregrinos de todo o mundo o livre acesso aos seus locais santos.

editar Cultura

Ver artigo principal: Cultura de Israel

Os principais jornais de Israel incluem, entre outros, o Yedioth Ahronoth, o Maariv e o Haaretz. Entre as revistas, Ho!. Entre os escritores israelenses de maior sucesso internacional incluem-se entre outros Amos Oz, David Grossman e Etgar Keret. Os grupos musicais de Israel incluem os Monica Sex, Mashina e o cantor David Broza. Grupos de dança, música e teatro israelenses também são bastante populares.carece de fontes?

Fredric R. Mann Auditorium, sede da Orquestra Filarmônica de Israel.

A música eletrônica é extremamente popular em Israel, sendo o Psychedelic Trance (ou Psy Trance) o gênero mais popular. Diversos djs e produtores musicais de Israel estão entre os mais aclamados e populares do mundo, destacando-se os projetos Infected Mushroom, Skazi, Astrix, X-Noize, GMS, entre outroscarece de fontes?.

No campo erudito, a Orquestra Filarmônica de Israel, fundada em 1936 e dirigida pelo maestro indiano Zubin Mehta, é considerada como uma das mais qualificadas de todo o mundo e é apontada como a melhor de todo o continente asiáticocarece de fontes?. Tendo acompanhado ao longo de sua história nomes como Mstislav Rostropovitch e Pablo Casals (violoncelistas), Arthur Rubinstein e Claudio Arrau (pianistas), a Filarmônica de Israel é sediada no Frederic R. Mann Auditorium (Hichal Hatarbot), em Tel Aviv.

Antes de Mehta, os regentes Arturo Toscanini e Leonard Bernstein dirigiram a orquestra.

editar Educação

Ver artigo principal: Educação em Israel

O sistema educacional em Israel é semelhante ao sistema americano. Com 5 anos, todas as crianças são obrigadas a atender a pré-escola (Gan Hová). A partir dos 6 anos, a criança deve começar a escola fundamental que demora 6 anos. Aos 13 anos de idade o jovem estudante passa para o colégio que leva 3 anos. Após o colégio o aluno entra no ginásio, no qual ele se preparará para as provas de Bagrut, que lhe permitirão o acesso ao ensino universitário. O ginásio leva geralmente 3 anos. No total o sistema de educação fundamental e média levam 13 anos, do qual somente 11 são obrigatórios. O ensino em Israel é obrigatório e os pais que não respeitam, além da possibilidade de cárcere, podem perder a guarda dos filhos.

editar Desportos

O Estádio Ramat Gan, o maior estádio de Israel.

O desporto em Israel, assim como em outros países, é uma parte importante da cultura nacional. A cultura desportiva israelita é muito parecida com a de países europeus. O atletismo israelita vem desde antes do estabelecimento do estado de Israel. Enquanto o futebol e o basquete são considerados os esportes mais populares em Israel, a nação tem obtido desenvolvimento em outros esportes, como futebol americano, handebol e atletismo. Os israelitas estão envolvidos também em hóquei, rúgbi, xadrez e, como exemplificado por Sagi Kalev, nascido em Israel, fisiculturismo. Até a presente data, Israel ganhou sete medalhas nos Jogos Olímpicos até hoje (veja aqui) [56].

editar Símbolos Nacionais

editar A Bandeira

Ver artigo principal: Bandeira de Israel
Bandeira de Israel

A bandeira de Israel foi adotada em 28 de outubro de 1948, cinco meses após o estabelecimento do país. Ela mostra uma Estrela de David azul em um fundo branco, entre duas faixas azuis horizontais. A cor azul é descrita apenas como "azul celeste escuro"[57] e varia de bandeira para bandeira, abrangendo de um tom azul puro, por vezes sombreado quase tão escuro quanto o azul marinho, a tonalidades em torno de 75% de puro ciano e sombras tão claras quanto azul muito claro[58].A bandeira foi desenhada para o Movimento Sionista em 1891. O desenho básico remete ao Talit, o xale ritual de oração judaico, que é branco com listras azuis. O hexagrama no centro é o Magen David ("escudo de David"). Tornou-se um símbolo judaico no final da Idade Média em Praga, e foi adotado pelo Primeiro Congresso Sionista em 1897.[57]

editar Brasão de Armas

Ver artigo principal: Brasão de armas de Israel

O Brasão de armas de Israel mostra uma menorá rodeada por um ramo de oliveira em cada lado, e a inscrição "ישראל" (hebraico para Israel) abaixo dele.

O Estado de Israel adotou seu brasão de armas após um concurso de desenho que aconteceu em 1948. O desenho é baseado na proposta vencedora inscrita por Gabriel e Maxim Shamir, com elementos inspirados em outras propostas, como a de Oteh Walisch e a de W. Struski e Itamar David e a de Yerachmiel Schechter.carece de fontes?

A imagem parece ter sido tirada do Livro de Zacarias (4:2-3): "Vejo um candelabro todo de ouro, tendo na ponta um reservatório de azeite e sete lâmpadas nos sete bicos que há na extremidade. E junto dele vejo também duas oliveiras, uma à direita e outra à esquerda". Contudo, não está claro se esta semelhança é intencional ou meramente uma coincidência. Os irmãos Shamir não mencionaram esta passagem de Zacarias como fonte de seu desenho, mesmo eles tendo dado informações detalhadas de seu trabalho em uma entrevistas ao Maariv (16 de fevereiro de 1949).carece de fontes?

A menorá tem sido um símbolo do judaísmo por quase 3000 anos. Foi usada no antigo Templo de Jerusalém. Os ramos de oliveira simbolizam a paz.

O Brasão de Armas de Israel é grafado na capa do passaporte israelense.

editar Hino Nacional

Ver artigo principal: Hatikva

Hatikva (hebraico: התקווה ,"Esperança") é o hino nacional de Israel . Nasceu de um poema de Naftali Herz Imber, poeta polonês, escrito em homenagem à fundação da colônia sionista "Petach Tikva" ("A Porta da Esperança"), intitulado "Tikavatenu", ou "Nossa Esperança".

Tikavatenu ganhou melodia em 1882, quando Samuel Cohen, um colono de Rishon le Tzion, teve acesso ao poema de Herz Imber. Desde então, com várias modificações na letra, a melodia foi adotada como hino do movimento sionista.

A canção foi oficializada como Hino Nacional de Israel em 14 de Maio de 1948, quando foi cantada durante a cerimônia de assinatura da declaração de independência do Estado de Israel, já com a letra atual.

editar Feriados e eventos

Feriados
Data Nome em português Nome local Datas possíveis (Calendário Gregoriano)
1 de Tishrei Ano Novo ראש השנה
Rosh Hashaná
entre 6 Set & 5 Out
10 de Tishrei Dia do Perdão יום כיפור
Yom Kipur
entre 15 Set & 14 Out
15 de Tishrei Festa das Cabanas/Festa dos Tabernáculos סוכות
Sucot
entre 20 Set & 19 Out
22 de Tishrei Reunião do Oitavo Dia שמיני עצרת
Shemini Atzeret
entre 27 Set & 26 Out
25 de Kislev Festival das Luzes (Primeiro dia) חנכה
Chanucá
entre 27 Nov & 26 Dez
14 de Adar
(15 em alguns lugares)
Lembrança da vitória de Ester פּוּרִים
Purim
entre 25 Fev & 26 Mar
15 de Nissan Páscoa (Primeiro dia) פסח
Pessach
entre 27 Mar & 25 Abr
21 de Nissan Páscoa (Sétimo e último dia) פסח
Pessach
entre 2 Abr & 1 Mai
27 de Nissan Dia lembrança do Holocausto יום השואה
Yom HaShoá
entre 8 Abr & 7 Mai
4 de Iar Dia de lembrança dos soldados caídos יום הזכרון
Yom HaZikaron
entre 15 Abr & 14 Mai
5 de Iar Dia da Independência יום העצמאות
Yom Ha'atzma'ut
entre 16 Abr & 15 Mai
6 de Sivan Pentecoste שבועות
Shavuot
entre 16 Mai & 14 Jun

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos
  2. Country Report, Israel (2006). Freedom House. Visitado em 17/10/2006.
  3. [1] PDF (130 KiB), Bureau Central Israelense de Estatísticas, Visitado em 2 de outubro de 2006.
  4. MFAarea Visitado em 11 de maio de 2007. (em inglês)
  5. Israel, CIA Factbook.
  6. Mapa de Israel, ONU.
  7. Posições sobre Jerusalém.
  8. Pesquisa Global 2006: Progresso do Oriente Médio em Meio a Ganhos em Liberdade; freedomhouse.org: Metodologia de Pesquisa (em inglês)
  9. Repórteres Sem Fronteiras
  10. Ease of Doing Business Index
  11. Relatório de Competitividade Global
  12. Índice de Liberdade Econômica de 2007—Israel (em inglês)
  13. The Online NewsHour: Conflito Israel-Palestina, PBS (em inglês)
  14. 14,0 14,1 Tessler, Mark A History of the Israeli–Palestinian Conflict (Indiana University Press, 1994). ISBN 0-253-20873-4.
  15. Israel e os Territórios Ocupados Visitado em 3 de setembro de 2006.
  16. Israel/Autoridade Palestina Visitado em 3 de setembro de 2006.
  17. Liberdade no Mundo 2006 de 16 de dezembro de 2005PDF Visitado em 27 de julho de 2006. (em inglês)
    Ver também Liberdade no Mundo 2006 e Lista de índices de liberdade.
  18. Israel: US Foreign Assistance. Clyde R. Mark, Foreign Affairs Defense and Trade Division, Congressional Research Service, Biblioteca do Congresso dos EUA.] 26/04/2005.
  19. Este adversário era "um homem" e mais tarde "Deus" de acordo com o Gênesis 32:24-30; ou "o anjo", de acordo com Oséias 12:4
  20. As Pedras Falam: A Estela de Merenpta Visitado em 8 de abril de 2006 (em inglês)
  21. No The Palestine Post 7 de dezembro de 1947, p. 1. Coluna "Opinião Popular", o nome Nova Judéia foi inclusive discutido.