Iugoslávia.html

 
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Jugoslavija
Југославија

Jugoslávia ou Iugoslávia
Bandeira da Jugoslávia Brasão da Jugoslávia
Lema: -<>
Imagem:LocationYugoslavia.png
Língua oficial Servo-croata, esloveno e macedónio
Capital Belgrado
Área
- Total
- % água
105º maior
255 804 km²
0,25%
População


- Total (2000)
- Densidade

70º mais populoso


10 662 087
104 h/km²

Independência


- Declarada
- Reconhecida

(do Império Otomano)


1877
1877

Fuso horário UTC +1 (CET)
Domínio de topo .yu
Compania aérea Jat Airways
Código telefónico 381

Jugoslávia (português europeu) ou Iugoslávia (português brasileiro) (em todas as línguas eslavas meridionais: Jugoslavija; em cirílico: Југославија) descreve três entidades políticas que se sucederam na Península Balcânica, durante a maior parte do século XX. Traduzido, o nome significa "terra dos eslavos do Sul": o prefixo jug- (pronunciado "yug"-) designa "sul" em diversas línguas eslavas).

Índice

editar História

  1. Primeiramente, existiu um reino formado em 1918: o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, que passou a chamar-se Reino da Jugoslávia em 1929 e existiu com esse nome até ser invadido em 1941 pelas potências do Eixo.
  2. Depois tornou-se um Estado comunista instituído imediatamente após a Segunda Guerra Mundial em 1945 chamado República Popular Federal da Jugoslávia (RPFJ) em 1946 e na República Socialista Federativa da Jugoslávia (RSFJ) a 7 de Abril de 1963. Esta versão do estado subsistiu até 1992, quando quatro das seis repúblicas que a compunham (Eslovénia, Croácia, Macedónia e Bósnia e Herzegovina) deixaram a federação para formar Estados completamente independentes.
  3. E por fim chamou-se República Federal da Jugoslávia (RFJ) e foi formado em 1991 pelas repúblicas remanescentes da Sérvia e do Montenegro. Em 2003, o nome Jugoslávia foi oficialmente abolido quando o estado foi transformado numa comunidade pouco sólida chamada Sérvia e Montenegro.
  4. A 21 de Maio de 2006 realizou-se um referendo para determinar a vontade do povo de Montenegro de se tornar independente ou de manter a união com a Sérvia. Os resultados indicaram que 55.5% dos eleitores haviam escolhido a independência, poucas décimas acima dos 55% requeridos pelo referendo. Em 3 de Junho de 2006 o parlamento montenegrino declarou oficialmente a independência do novo país.
  5. Já a 17 de fevereiro de 2008, o parlamento de Kosovo aprovou, unilateralmente, a declaração da independência da província feita pelo primeiro-ministro Hashim Thaci durante uma sessão especial na capital, Pristina. A sessão contou com a presença de 104 parlamentares.

editar Paises que se formaram depois da separação

editar União

A Sérvia estava dominada pelos Império Otomano desde 1463. Foi submetida ao domínio turco até 1830, quando começou a ter autonomia, e só em 1882 foi declarada independente com ajuda dos países da Europa.

Em 1912 e 1913, Sérvia e Montenegro se uniram em lutas contra os turcos, e juntos conseguiram territórios. Em 1914, ocorreu um episódio envolvendo a região dos Bálcãs (mesma da Iugoslávia), que foi o estopim para ocorrer a Primeira Guerra Mundial, quando o poderoso Império Austro-Húngaro (aliado da Alemanha, com o apoio do Império Otomano, que eram conhecidos como Tríplice Aliança) declarou guerra aos sérvios, que eram aliados do Império Russo, França e Reino Unido (conhecidos como Tríplice Entente).

Com a vitória da Tríplice Entente, foi fundado o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, que era a união dos territórios eslavos do sul a partir da Sérvia e Montenegro, tais territórios eram: Dalmácia, Croácia, Eslavônia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina e Voivodina, que eram povos com a mesma origem, linguagem parecida, porém religiões diferentes. Obviamente o regime adotado era a monarquia. Os sérvios representavam a maior parte da população, pois estavam espalhados por todas as repúblicas que compunham o reino.

Em 1929, o rei Alexandre mudou o nome do país para Reino da Jugoslávia (que significa "eslavos do sul").

De 1941 a 1945, exatamente durante a Segunda Guerra Mundial, italianos e alemães ocuparam a Iugoslávia, e Hitler e Mussolini impuseram seu regime, fazendo com que católicos e muçulmanos ficassem contra os próprios sérvios, judeus e ciganos. Isso resultou em muita matança e muitas atrocidades. Assim surgiram movimentos de resistência, nos quais os partizans - guerrilheiros comunistas de Josip Broz Tito, primeiro-ministro iugoslavo de 1945 a 1953 e presidente de 1953 a 1980, nascido na Croácia - e soldados monarquistas conhecidos como chetniks, lutaram contra a ocupação e conseguiram se libertar sem a ajuda do Exército Vermelho. Tito fundou a República Socialista Federativa da Jugoslávia, que agrupava seis repúblicas: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro e Macedónia. Ele criou também um sistema rotativo para o governo, para as repúblicas não ficarem insatisfeitas, que consistia na indicação do presidente a cada período ser feita por cada uma das repúblicas. O regime iugoslavo sob Tito ficou conhecido como titoísmo.

Uma anedota que sintetizava o sistema político-étnico da Jugoslávia sob Tito era: "Seis repúblicas, cinco etnias, quatro línguas, três religiões, dois alfabetos e um Partido".

Tito seguiu uma linha de independência em relação às orientações de Moscovo, enfurecendo a liderança soviética. Em 1948, os dois países romperam oficialmente, a Jugoslávia foi expulsa do Comintern, dando início ao período do Informbiro nos Bálcãs. Com a desestalinização, Nikita Khruschov restaurou e normalizou as relações entre os dois países, mas os iugoslavos mantiveram sua autonomia geopolítica. Isso permitiu a Tito liderar o Movimento Não-Alinhado, que se tornou uma força expressiva no Terceiro Mundo da década de 1950 à de 1980.

editar Separação

As pequenas repúblicas que formavam a Jugoslávia começaram a demonstrar o desejo do fim do partido único e da instalação de uma democracia. Também queriam ter mais autonomia; foi assim que a Jugoslávia começou a entrar em crise.

Em junho de 1991, Eslovénia e Croácia declararam independência e fizeram eleições presidenciais. Em 18 de setembro, seguindo o exemplo desses países, a Macedónia também declarou sua independência. Quase um mês depois, em 15 de outubro, a Bósnia e Herzegovina fez o mesmo, mas essa foi uma luta à parte.

O governo da Bósnia foi concedido a um governante muçulmano, mas aproximadamente 33% da população do país era cristã-ortodoxa. A ONU (Organização das Nações Unidas) tentou intervir, mas de nada adiantou. O conflito só teve fim em 1995, quando a maior potência mundial, os Estados Unidos, interveio exigindo que Milosevic parasse. Foi o maior conflito étnico-religioso que ocorreu na região - foram mais de 250 mil mortos.

Na Guerra Fria, a Iugoslávia procurou ser neutra e não se uniu a nenhum dos lados, apesar de a princípio ser socialista. Ela foi um dos países que fundou o Movimento dos Países Não-Alinhados, e se encaixava no grupo do Terceiro Mundo.

No ano de 1992, a Comunidade Européia reconheceu todas essas independências, e através de um plebiscito foi decidido que o país passaria a se chamar República Federal da Jugoslávia.

Na província de Kosovo, aproximadamente 90% da população era albanesa, e 10% era sérvia. Em 1998, os albaneses do Kosovo fizeram um movimento para que fossem separados da Jugoslávia, mas o exército reagiu violentamente. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, ou OTAN) pressionou Milosevic para pôr fim aos ataques. A OTAN (liderada pelos Estados Unidos) lançaram ataques durante 78 dias e causaram enormes destruições. Milosevic foi submetido a julgamento no Tribunal Penal. Por essa altura, toda a região estava com uma difícil situação econômica e o Kosovo passou a ser administrado pela ONU.

De toda a Jugoslávia só restaram Sérvia e Montenegro, que em 2003 fundaram a União da Sérvia e Montenegro. Mas como já era previsto, em 21 de maio de 2006 ocorreu um plebiscito onde 55,5% dos montenegrinos expressaram o desejo de separação. Em 3 de junho de 2006, Montenegro declarou-se independente, e, apenas dois dias depois, a Sérvia declarou-se também.

editar Divisão geográfica dos territórios

Após ser dividida em 1991, a antiga Jugoslávia deu origem às seguintes unidades territoriais, atualmente:

  1. República da Croácia;
  2. República da Bósnia e Herzegovina;
  3. República da Sérvia e Montenegro, dando origem, em 2006 à:
    1. República da Sérvia (a província autônoma do Kosovo encontra-se atualmente sob tutela internacional);
    2. República de Montenegro;
  4. República da Eslovénia;
  5. República da Macedónia.

editar Linha do Tempo

Iugoslávia (1929 - 1941; 1945 - 2003)

Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Voivodina faziam parte da Áustria-Hungria
(até 1918)
Ver Estado dos Eslovenos, Croatas e Sérvios

Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos
(1918-1929)

Reino da Iugoslávia
(1929-1941)

Eslovênia partilhada entre Alemanha Nazista, Itália Fascista e Hungria
(1941-1945)

Iugoslávia Democrática Federal
(1943-1946)

República Federativa Popular da Iugoslávia
(1946-1963)

República Socialista Federal da Iugoslávia
(1963-1992)

Eslovênia
(desde 1991)

Estado Independente da Croácia
(1941-1945)

Croácia
(desde 1991)
Também, República da Krajina Sérvia (1991-1995)

Bósnia e Herzegovina
(desde 1992)
Composta pela Federação da Bósnia e Herzegovina e pela República Sérvia desde 1995

Bačka para a Hungria
(1941-1945)

República Federal da Iugoslávia
(1992-2003)

Sérvia e Montenegro
(2003-2006)

Sérvia
(desde 2006) Kosovo é de facto protetorado da ONU desde 1999

Banat autônomo
(1941-1945)

Reino da Sérvia
(até 1918)

Sérvia de Nedić
(1941-1945)

Kosovo para a Albânia
(1941-1945)

Reino de Montenegro
(até 1918)

Montenegro (ocupado pela Itália)
(1941-1945)

Montenegro
(desde 2006)

Moderna República da Macedônia era parte do Reino da Sérvia
(até 1918)

maior parte da moderna Repúblic da Macedônia para a Bulgária
(1941-1945)

República da Macedônia
(desde 1991)

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