Língua catalã.html

 
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Catalão (Català/Valencià)
Falado em: Andorra

Espanha (Catalunha, Comunidade Autônoma de Valência, Aragão (Faixa do Poente), Múrcia (região do Carge) e Ilhas Baleares) França (Catalunha do Norte),

Itália (cidade de Alguer)
Região: Europa
Total de falantes: mais de 9,5 milhões
Posição: -
Família: Indo-Europeu
 Itálico
  Românico
   Italo-Ocidental
    Galo-Ibérico
     Catalão
Estatuto oficial
Língua oficial de: Andorra. Cooficial em Catalunha, Comunidade Autônoma de Valência e Ilhas Baleares
Regulado por: Institut d'Estudis Catalans
Acadèmia Valenciana de la Llengua
Códigos de língua
ISO 639-1: ca
ISO 639-2: cat
ISO 639-3: cat
SIL: CAT
Imagem:Catalan in Europe.png

O catalão é uma língua românica, assim como o português, o francês ou o espanhol, derivada do latim vulgar. É falada por cerca de 10 milhões de pessoas no mundo.

O catalão é a língua oficial de Andorra. Na Catalunha (região autônoma ao nordeste da Espanha, na fronteira com o sul da França), nas Ilhas Baleares e na Comunidade Autônoma de Valência (onde é chamado também de "valenciano", ou valencià), divide, com o espanhol, o estatuto de língua oficial. Também é falada na Faixa do Poente (no leste de Aragão), na cidade de Alguer (na Sardenha, na Itália) e no departamento dos Pirineus Orientais, região conhecida como Catalunha do Norte (na França). Também tem falantes em Carxe, um território da região espanhola de Múrcia que recebeu imigrantes valencianos.

Distribuído por uma superfície de 59.905 km², onde viviam 12.805.197 de habitantes em 2006, as regiões de fala catalã incluem 1.687 municípios, 9 dos quais têm apenas uma minoria catalão-falante.

O catalão esteve proibido no Principado da Catalônia no âmbito oficial desde o Decreto da Nova Planta, em 1716 e no País Valenciano em 1707. Na Catalunha do Norte já se havia aplicado uma proibição similar em 1700. No século XX, no estado espanhol, proibiu-se o uso da língua durante as ditaduras de Primo de Rivera (1924-1930) e na do General Franco (1939-1975). Nos territórios catalão-falantes da Espanha, só foi recuperar a oficialidade depois da entrada dos diferentes estatutos de autonomia que algumas regiões alcançaram no país.

Índice

editar Polêmica: catalão ou valenciano?

Em Valência, há uma grande polêmica em torno da língua original da região. É que muitos valencianos consideram a sua língua diferente daquela falada na Catalunha, e chamam-na de valenciano, no lugar de catalão.

Os catalães e também outra parte dos habitantes de Valência consideram o valenciano uma variação do catalão - como se fosse um "sotaque", com pronúncia um pouco diferente para alguns fonemas, e vocabulário divergente para algumas palavras.

O fato é que habitantes de Catalunha Oriental (cuja capital é Barcelona) e de Valência (região referida pelos catalanistas como Catalunha Ocidental) podem se comunicar sem muitos problemas em catalão ou valenciano.

editar Lugares onde se fala o catalão

editar História linguística e política

O catalão desenvolveu-se por volta do século IX a partir do latim vulgar de ambos os lados dos Pirinéus (condados de Rosselló [Rossilhão], Empúries, Besalú, Cerdanya, Urgell, Pallars e Ribagorça). Compartilha as características do galo-romance e do ibero-romance. A língua espalhou-se para o sul com a Reconquista em várias fases: Barcelona e Tarragona, Lleida e Tortosa, o antigo reino de Valência, e daí transplantada para as Ilhas Baleares e para a região de Alghero (L'Alguer).

O catalão foi exportado no século XIII para as Ilhas Baleares e para o recém-criado Reino de Valência, por invasores catalães e aragoneses (nota-se que a região de língua catalã ainda se estende pela faixa oriental da actual região de Aragão). Durante este período, quase toda a população muçulmana das Ilhas Baleares foi expulsa, porém muitos camponeses muçulmanos permaneceram em várias áreas rurais do reino de Valência, tal como ocorrera antes na bacia inferior do rio Ebro (ou Catalunha Nova).

Durante os séculos XIII a XV, a língua catalã foi importante na região do Mediterrâneo. Barcelona era a cidade de destaque, e porto do então chamado império aragonês, uma confederação nominalmente regida pelo rei de Aragão (Aragão, Catalunha, Rossilhão, Valência, Ilhas Baleares, Sicília e Nápoles). Todos os escritores de prosas desta época usavam o nome 'catalão' para sua língua comum (ex.: o escritor catalão Ramon Muntaner, o maiorquino Ramon Llull, etc). A questão é mais complicada entre os poetas, pois estes escreviam numa espécie de língua artificial (do Languedoc) na tradição dos trovadores.

Durante os séculos XV e XVI a cidade de Valência ganhou proeminência na confederação, graças a vários factores, incluindo mudanças demográficas e pelo facto de a corte real ter-se mudado para lá. Presume-se que como resultado desta mudança na balança de poder dentro da confederação, no século XV o nome 'valenciano' começou a ser usado por escritores de Valência para se referirem a esta língua.

No século XVI o nome 'Llemosí' (que significa "o dialeto occitano de Limoges") é registrado pela primeira vez como sendo usado para referir-se a esta língua. Esta atribuição não tem base filológica, mas é explicável pelo complexo quadro sócio-linguístico da poesia catalã desta época (o catalão versus o occitano trovadoresco). O próprio escritor Ausias March não tinha certeza sobre como chamar a língua na qual escrevia (é claramente mais próxima do catalão ou do valenciano contemporâneos, que do occitano arcaico).

Então, durante o século XVI, a maior parte da elite valenciana mudou de língua para o castelhano, como pode ser visto pela quantidade de livros impressos na cidade de Valência: no início do século, o latim e o catalão (ou valenciano) eram as principais línguas da imprensa, mas no final do século a língua de Castela era o principal idioma da imprensa. As regiões rurais e a classe trabalhadora urbana, no entanto, ainda continuaram a falar sua língua vernacular.

Durante a primeira metade do século XIX o catalão e o valenciano experimentaram um importante renascimento entre as elites graças à "Renaixença", um movimento cultural romântico. Os efeitos deste renascimento persistem ainda hoje.

Durante o regime de Franco (1939-1975), o uso do catalão foi banido, da mesma forma que as outras línguas regionais na Espanha, como o basco e o galego. Após a morte de Franco em 1975 e a restauração da democracia, recuperou o seu estatuto e a língua catalã é hoje usada na política, educação e nos meios de comunicação social, incluindo o jornal Avui ("Hoje") e o canal de televisão Televisió de Catalunya (TVC).

editar Expressões básicas

  • Bon dia – Bom dia;
  • Bona tarda – Boa tarde;
  • Bona nit – Boa noite;
  • Moltes gràcies – Muito obrigado;
  • Adéu – Adeus / Até logo;
  • Siusplau / Sisplau – Por favor;
  • Benvingut – Bem-vindo;
  • No l'entenc – Não o entendo;
  • Dilluns – Segunda-feira;
  • Dimarts – Terça-feira;
  • Dimecres – Quarta-feira;
  • Dijous – Quinta-feira;
  • Divendres – Sexta-feira;
  • Dissabte – Sábado;
  • Diumenge – Domingo.
  • Gener – Janeiro.
  • Febrer – Fevereiro.
  • Març – Março.
  • Abril – Abril.
  • Maig – Maio.
  • Juny – Junho.
  • Juliol – Julho.
  • Agost – Agosto.
  • Setembre – Setembro.
  • Octubre – Outubro.
  • Novembre – Novembro.
  • Desembre – Dezembro.

editar Ver também

editar Ligações externas

Wikibooks
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