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O reino medieval de Leão teve a sua origem na transferência da capital do reino das Astúrias de Oviedo para a cidade de Leão, nos tempos de Afonso III das Astúrias. Mais tarde, por sua morte, este rei dividiu o seu reino entre os seus três filhos: Fruela II governou nas Astúrias, Ordonho II na Galiza, e Garcia I em Leão; pelas suas mortes sucessivas, todos viriam a reinar sobre o reino de Leão. Entidade hegemónica, por alguns períodos de tempo o reino de Leão se dividiu noutros vários reinos (Castela, Galiza, Portugal), para depois se voltar a unificar (excepto Portugal, que não mais voltou à sua órbita); extinguiu-se em 1230, quando foi definitivamente absorvido por Castela; desde então os reis daquele reino foram também reis de Leão.
editar Dinastia Asturo-leonesa ou Pelagiana (866-1037)
editar Dinastia de Navarra ou Ximena (1037-1126)Depois de derrotar as tropas leonesas e da morte do rei Bermudo III, Fernando I, que já era rei de Castela (que se autonomizara de condado em reino chefiado pelos reis de Navarra), acedeu ao trono de Leão; o seu direito fundamentava-se no casamento como Sancha, irmã de Bermudo; trata-se da primeira unificação dos tronos de Leão e Castela.
Depois da morte de Fernando, o reino foi repartido pelos seus três filhos, Garcia (Galiza), Sancho (Castela) e Afonso (Leão).
editar Dinastia da Borgonha (1126-1230)
Depois da morte de Afonso VII, o reino foi repartido pelos seus dois filhos, Fernando (Leão) e Sancho (Castela e Toledo).
Após a morte de Afonso IX, o seu filho Fernando, já rei de Castela (herança materna), herdou também a coroa de Leão, apesar de o seu pai o ter deserdado em favor das filhas Sancha e Dulce. Pelo acordo de paz firmado por mediação da sua mãe, Santa Teresa de Portugal, estas renunciaram ao trono em favor do meio-irmão; foi então que se deu a unificação definitiva das coroas de Leão e Castela, mantendo-se embora os privilégios, foros e costumes próprios de cada reino em separado. editar Dinastia da Borgonha (restauração: 1284-1285 e 1296-1301)Surgiram ainda novas tentativas de autonomizar o velho reino de Leão. O sucessor de Fernando III, o célebre Afonso X, o Sábio, deserdou em 1282 o seu segundo filho (o futuro Sancho IV de Castela), com quem se inimistara, atribuindo ao neto que tinha tido do seu varão mais velho, Fernando de La Cerda, a coroa de Castela, e ao seu filho terceiro, João de Castela, a coroa de Leão. Por morte do rei, Sancho faz-se coroar, contra o estabelecido em testamento, rei de Leão e Castela, e o seu irmão João declara-se rei de Leão. Contudo, Sancho domina a situação, e só depois da sua morte, o infante D. João, aproveitando a menoridade de Fernando IV de Castela, governa de facto Leão como reino autónomo. editar Dinastia de Lencastre (1371-)Após o assassinato do rei Pedro I de Castela, o último membro da dinastia da Borgonha, e a subida ao trono do Trastâmara, Henrique II de Castela, o duque de Lencaster João de Gaunt casou-se com uma filha daquele, Constança, e julgou-se com pretensões ao trono; foi aclamado rei por alguns nobres leoneses, mas a aceitação não foi total. A lista prossegue com Lista de reis de Castela. |
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