Lourival Açucena.html

 
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Lourival Açucena
Nascimento 17 de Outubro de 1827
Natal
Falecimento 28 de Março de 1907 (79 anos)
Natal
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Poeta, cantor e compositor
Magnum opus Versos, 1927
Influências Bocage
Influenciados Auta de Sousa

Joaquim Eduvirges de Mello Açucena, ou Lourival Açucena ou Lorênio (Natal, 12 de Setembro de 1876Natal, 28 de Março de 1907) foi o primeiro poeta do Rio Grande do Norte.

Sua poesia era ligada ao Romantismo, mas tinha forte relação tardia com o Arcadismo.

Índice

editar Vida

Teve uma vida agitada e participava ativamente dos serões boêmios de Natal.

Para visitar sua amada, chegava a atravessar o Rio Potengi a nado e ainda andar algumas léguas até o município de São Gonçalo do Amarante, onde ela morava[1].

Ficou preso por dois meses no Forte dos Reis Magos, acusado de desfalque[1].

Figura emblemática em Natal, Lourival Açucena foi funcionário público, juiz de paz, delegado de polícia, oficial de gabinete do Presidente da Província, seresteiro, ator e poeta.

Como cantor, alcançou fama nos festejos religiosos, e chegou a se apresentar em Pernambuco, recebendo aplausos.

Em 1853, representou o Capitão Lourival na peça O Desertor Francês, e sua performance rendeu-lhe o apelido que carregaria por cinquenta anos.

Escreveu para quase todos os jornais da cidade, mas não chegou a publicar livro algum em vida.

Lourival casou-se por três vezes e teve 32 filhos.

editar Morte e homenagens póstumas

Logo após sua morte, seus amigos fizeram um primeiro esforço de reunião de todos os seus poemas, e publicaram a Poliantéia.

Mas foi Câmara Cascudo, com a colaboração do filho do poeta, que produziu a antologia mais completa, chamada Versos, e publicada no ano do centenário de Açucena, em 1927.

Em sua homenagem, Ferreira Itajubá escreveu o poema No Campo Santo:

Morreste e não soubeste, ó grande veterano,
Que, quando por Natal, a rosa todo ano
Floresce alegremente, entre as demais roseiras,
O prado embalsamando, ao lado das primeiras,
esta alma não rebenta em rosas de ilusão
Como quando cantaste ao som do violão.


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Referências

editar Ver também

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editar Ligações externas

editar Bibliografia

  • ALVES, Henrique L. Auta de Souza – poesia em tempo de ternura. Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Natal (RN), vols. LXX-LXXII, anos 1979-1980.


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