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Joaquim Eduvirges de Mello Açucena, ou Lourival Açucena ou Lorênio (Natal, 12 de Setembro de 1876 – Natal, 28 de Março de 1907) foi o primeiro poeta do Rio Grande do Norte. Sua poesia era ligada ao Romantismo, mas tinha forte relação tardia com o Arcadismo.
editar VidaTeve uma vida agitada e participava ativamente dos serões boêmios de Natal. Para visitar sua amada, chegava a atravessar o Rio Potengi a nado e ainda andar algumas léguas até o município de São Gonçalo do Amarante, onde ela morava[1]. Ficou preso por dois meses no Forte dos Reis Magos, acusado de desfalque[1]. Figura emblemática em Natal, Lourival Açucena foi funcionário público, juiz de paz, delegado de polícia, oficial de gabinete do Presidente da Província, seresteiro, ator e poeta. Como cantor, alcançou fama nos festejos religiosos, e chegou a se apresentar em Pernambuco, recebendo aplausos. Em 1853, representou o Capitão Lourival na peça O Desertor Francês, e sua performance rendeu-lhe o apelido que carregaria por cinquenta anos. Escreveu para quase todos os jornais da cidade, mas não chegou a publicar livro algum em vida. Lourival casou-se por três vezes e teve 32 filhos. editar Morte e homenagens póstumasLogo após sua morte, seus amigos fizeram um primeiro esforço de reunião de todos os seus poemas, e publicaram a Poliantéia. Mas foi Câmara Cascudo, com a colaboração do filho do poeta, que produziu a antologia mais completa, chamada Versos, e publicada no ano do centenário de Açucena, em 1927. Em sua homenagem, Ferreira Itajubá escreveu o poema No Campo Santo: Referênciaseditar Ver tambémeditar Ligações externas
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