Panther.html

 
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Nota: Se você procura a equipe da Indy Racing League de mesmo nome, consulte Panther Racing.
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Panther V G.
Panther V G.
Panther V G.
Tipo de armamento: Tanque de Médio e Tanque Leve
Construído por: MAN AG
Tipo de motor: Motor Maybach HL230 P30 V12 a diesel com 690hp
Origem: Alemanha Nazista
Utilizadores:
Tempo de serviço : 1943 até 1945
Unidades Produzidas: 6000
Conflitos de atuação: Segunda Guerra Mundial usado pelos exércitos da
Alemanha Nazista
França
Alcance: 250Km
Blindagem: 15 a 120 mm
Armas Principais: Canhão L/70 de 75 mm
Armas Secundárias: Duas Metralhadoras de 7.92 mm Maschinengewehr 34
Velocidade: 55Km/h os primeiros modelos e 46Km/h os posteriores.

Panzer V- Panther foi um carro de combate alemão empregado na Segunda Guerra Mundial. O veículo foi projetado para substituir o PzKpfw III e PzKpfw IV, para que as Panzerdivisionen pudessem superar os carros de combate russos T-34/76 e igualar-se aos mais recentes veículos aliados. O Panther, foi, segundo analistas, o melhor carro de combate da Segunda guerra mundial.

As linhas angulosas romperam com a tradição de desenho alemã e em traços gerais, a silhueta inspirava-se na do T-34. No entanto as semelhanças terminavam por aí, pois o Panther era maior, mais blindado e tinha uma longa peça de 75mm (e 70 calibres de comprimento - 70 X 75mm = 5,25 metros), muito melhor do que a sua contraparte soviética. Produzido a partir de 1943, os PzKw V Panther construiram-se em grande número em termos alemães.

De facto, o total de 4.800 unidades construídas era apenas a ínfima parte da produção de tanques T-34 russos (11.000 produzidos apenas no ano de 1944) ou Sherman americanos. Prova da sua qualidade, o comando aliado considerava que eram necessários 5 Sherman para combater cada Panther com possibilidades de sucesso. Assim, após os desembarques da Normandia, a tática favorita das tripulações dos Sherman e Comets dos exércitos aliados quando descobriam alguns Panthers emboscados era aguardar fora do alcance das peças alemãs e chamar os aviões caça-tanques Typhoon para resolverem o problema a partir do ar. Centenas de Panthers foram assim destruidos nos combates da Normandia.

De facto, nunca encontrou um rival verdadeiramente à sua altura e apenas foi derrotado pela força aérea e pela desigualdade numérica em relação aos seus inimigos. Na frente Leste eram normais combates em que cada Panther tinha que enfrentar 10 ou 20 T-34.

Panther destruido na cidade alemã de Colónia.

E obviamente, nessas condições era muito difícil obter grandes sucessos, apesar dos actos de heroismo e dos incriveis "scores" de algumas tripulações alemãs.

Caro e complicado de construir, o Panther foi provavelmente o melhor carro de combate do mundo até ao início dos anos 50, quando apareceu uma nova geração de carros de combate (como os T-54 soviéticos e os M47 americanos), tendo sido utilizado depois da guerra por alguns exércitos da Europa central e pelo exército francês que possuiu pelo menos dois regimentos equipados com PzKw V, recuperados entre os que foram abandonados pelos alemães, em 1944.

O canhão L/70 de 75 mm disparava granada com velocidade inicial de 920 m/s.

Índice

editar Desenvolvimento

O inesperado aparecimento do revolucionário tanque T-34 nas mãos soviéticas, fez com que todos os tanques nas linhas de frente alemães obsoletos, quase que literalmente da noite para o dia. Não havia nenhum tanque de tamanho ou performance comparáveis disponíveis aos alemães, que até aquele momento não suspeitavam que os Russos tivessem qualquer coisa de desenho tão avançado. Esta complacência tinha sido causada totalmente pela excelência e versatilidade do PzKpfw. IV. Estudos para um sucessor do PzKpfw. IV tinha começado já em 1937, quando a firma de Henschel e outras foram chamadas a produzir desenhos na classe de 30-35 toneladas. Entretanto, o progresso nesses foi lento, parcialmente devido a mudanças de idéias quanto as especificações. Em 1941, protótipos por Henschel, VK.3001(H), e Porsche, VK.3001(P), tinham sido completados mas, logo antes da invasão da Rússia, quanto o T-34 foi encontrado, as especificações foram mudadas mais uma vez em favor de um desenho maior, com um canhão de 8.8cm. na categoria de 45 toneladas, o VK.4501. Este eventualmente se tornaria no Tanque Pesado Tigre (...). Devido ao fato de que o desenho do VK.4501 era necessário urgentemente, entretanto, ele incorporou muitas das características dos protótipos de desenvolvimento anteriores e, desta forma, o Tigre não tem relação com o desenho do T-34. O canhão de 8.8cm. e a pesada (100mm) blindagem especificada para o VK.4501 foram, entretanto, influenciadas pela aparência do T-34, pois se considerava essencial ter um tanque em produçãocom essas características, como uma salvaguarda contra qualquer desenvolvimento Soviético de uma versão melhor armada e blindada do T-34.

Enquanto isso, o General Guderian, comandante do Panzergruppe II, em cujo setor o T-34 foi encontrado pela primeira vez em grandes números, em novembro de 1941, enviou um relatório para o seu comandante de Grupo de Exércitos, sugerindo que o Ministro dos Armamentos deveria, de forma urgente, montar uma comissão para investigar que tipo de novo desenho de tanque – e canhão anti-tanque – seria necessário para conter a ameaça do T-34 e restituir a superioridade de tanques aos alemães. A comissão, Guderian sugeria, deveria incluir representantes do Departamento de Material Bélico do Exército, os principais fabricantes de tanques, e a seção de desenho de tanques. O Ministério dos Armamentos atuou de forma rápida, e criou justamente tal comissão, que foi enviada para a frente de Guderian para uma investigação “in loco”, em 20 de novembro de 1941, para avaliar as principais características do desenho do T-34. As três principais características deste veículo que tornavam tecnicamente obsoletos todos os tanques alemães existentes eram: (1) blindagem inclinada, que dava capacidade de deflexão de tiro otimizada em todos os ângulos; (2) as grandes rodas de suspensão, que davam um andamento estável e regular; e (3) o canhão mais longo que o casco, uma característica anteriormente evitada pelos alemães, como impraticável. Destas, a primeira era a mais revolucionária. Tendo recebido o relatório da comissão em 25 de novembro de 1941, o Ministério das Armamentos de imediato contratou as duas principais firmas de armamentos, Daimler-Benz e MAN, para produzir desenhos de um novo tanque médio na classe de 30-35 toneladas, sob a designação do material bélico de VK.3002. Para poderem estar prontos na primavera seguinte, as especificações pediam por um veículo com uma blindagem frontal de 60mm e lateral de 40mm, a frente e os lados devendo ser inclinados como no T-34. Uma velocidade máxima de 55 km/h deveria ser atingível.

Em abril de 1942, os dois desenhos, VK.3002(DB)—DB: Daimler-Benz – e VK3002(MAN), foram submetidos ao Waffenprüffamt 6 comitê, a seção do Departamento de Armas do Exército (Heereswaffenamt) responsável por desenho e compra de veículos blindados de combate. Os projetos permitem um interessante contraste. A proposta de Daimler-Benz, era uma cópia quase que sem vergonha do T-34, com a torre montada bem para a frente, tanto que o motorista sentava na gaiola da torre, com a direção feita por controle remoto hidráulico. Um motor diesel MB507 foi instalado, com a transmissão para as rodas tratoras a ré, novamente copiando exatamente a disposição do T-34. Rodas de apoio emparelhadas de aço (sem cobertura de borracha) eram suspensas de feixes de molas, e outras características incluíam portinholas de escape nos lados do casco e tanques de combustível ejetáveis na ré do casco, como no T-34. O VK.3002(DB) era, de fato, um projeto “limpo”, com muito potencial. Feixes de mola, por exemplo, são mais baratos e fáceis de produzir que barras de torção, e o uso de rodas de aço sem borracha já levava em conta os problemas de falta da matéria prima desde o início. O motor compacto e a transmissão para a ré deixava o compartimento de combate desimpedido para futuras melhorias no armamento ou mudanças estruturais, enquanto o motor diesel, por si, teria sido uma vantagem nos anos seguintes, quando o suprimento de gasolina se tornou muito restrito.

Em comparação, o VK.3002(MAN) mostrava o pensamento original alemão (ao invés do Russo); ele era sofisticado ao invés de simples. Tinha um casco mais alto e largo que o VK.3002(DB) e o T-34, com uma grande torre, colocada bem para trás para diminuir ao máximo a extensão além do casco do longo canhão de 7.5cm, que deveria ser o armamento principal. Uma suspensão de barras de torção foi usada, com rodas de suspensão entrelaçadas, enquanto um motor V-12 Maybach HL 210, a gasolina foi proposto, com a tração nas rodas tratoras dianteiras. O arranjo interno seguia as práticas convencionais alemães, com posições para o motorista e atirador do casco/operador de rádio no compartimento da frente.

Quando os desenhos respectivos da Daimler-Benz e MAN foram apresentados pelo comitê Waffenprüfamt 6 em abril de 1942, Hitler ficou muito impressionado com o "tipo T-34" da proposta da Daimler-Benz, apesar de ele ter sugerido a substituição do canhão de 7.5 cm L/48 por outra arma, L/70, mais longa e mais poderosa. A intervenção de Hitler neste estágio levou a realização de uma encomenda de 200 VK.3002(DB), e protótipos chegaram a entrar em produção. Entretanto, o comitê montado pelo Waffenprüfamt 6 - que nesta altura estava sendo chamado de "comitê pantera" - preferiu o projeto VK.3002(MAN), por que ele era mais convencional em termos dos padrões de engenharia alemães de então. A proposta da MAN foi aceita em maio de 1942 e foi pedido a eles que produzissem um protótipo de aço brando tão rápido quanto possível. Subseqüentemente, mais tarde em 1942, a encomenda dos 200 veículos da Daimler-Benz foi discretamente rescindida.

Enquanto isso, o Eng. Kniepkampf, engenheiro-chefe e projetista do Waffenprüfamt 6, tomou a responsabilidade pessoal do detalhamento do projeto do veículo da MAN. Isto refletia a prioridade dada ao projeto Pantera. Kniepkampf era uma figura chave nos projetos de veículos blindados de combate alemães daquele momento, tendo estado no Waffenprüfamt 1936 e permanecido como engenheiro chefe até o fim da guerra, em 1945. Entre outras coisas ele foi o principal responsável pelo desenvolvimento dos meia-lagartas alemães e introduziu algumas características, como as rodas de suporte entrelaçadas, suspensão de barra de torção e a caixa de marchas Maybach-Olvar nos tanques alemães.

Em setembro de 1942 o primeiro modelo piloto do VK.3002(MAN) foi terminado e testado nos terrenos da fábrica MAN em Nuremburg. Este foi rapidamente seguido por um seguindo modelo piloto que foi transportado para o campo de provas do Heereswaffenamt, em Kummersdorf, para testes oficiais do exército. Nesta época o tanque Tigre já tinha começado a ser produzido, mas as suas falhas - incluindo o peso excessivo, velocidade baixa e forma balística pobre - já eram reconhecidos. O novo veículo foi encomendado para produção imediata como o Pzkpfw. V Pantera, sob a designação do material bélico de Sd Kfz 171, com a priorização máxima.

O primeiro veículo foi entregue pela MAN em novembro de 1942. Era planejado construir a uma razão de 250 veículos por mês tão logo quanto possível, mas no final de 1942 esta meta tinha sido aumentada para 600 por mês. Para atingir uma meta tão ambiciosa era necessário formar um grande grupo de produção de panteras. A Daimler-Benz foi rapidamente alternada do trabalho com o seu projeto (protótipos dos quais tinham sido quase terminados), agora descartado, e em novembro de 1942 eles também, começaram a se equipar para construir Panteras, os primeiros veículos saindo da Daimler no começo de 1943.[1]

editar Notas

  1. CHAMBERLAIN, Peter & ELLIS, Chris. German Heavy Tanks (1930-1945). London, Ducimus Books, s.d.pp. 28-32.

editar Veja Também

editar Referência

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