PORTAL DE EDUCAÇÃO
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“O sujeito da educação é o corpo, porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver.” (Rubem Alves)
"Estar atento significa estar disponível ao espanto. Sem espanto não há ciência, não há criação artística. O espanto é um momento do processo de pesquisa, de busca. Essa postura de abertura ao espanto é uma exigência fundamental ao educador e à educadora. [...] O espanto não é o medo que ele tem nem é coisa de ignorante. O espanto revela a busca do saber."(Paulo Freire)
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editar Sabia que...
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| ... A produção de Vygotsky contou com a colaboração de Alexander Luria e Alexei Leontiev? ... Que, com seus colaboradores, escreveu 270 artigos científicos, 10 livros e uma grande quantidade de artigos acadêmicos?
... E que sua ênfase psicológica tinha sua base no Marxismo?
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Anísio Spínola Teixeira (Caetité, BA, 1900 - Rio de Janeiro, RJ. 1971), advogado, intelectual, educador e escritor brasileiro.
Casa Natal de Anísio Teixeira, Caetité - Bahia
Personagem central na história da educação no Brasil, nas décadas de 1920 e 1930, difundiu os pressupostos do movimento da Escola Nova, que tinha como princípio a ênfase no desenvolvimento do intelecto e na capacidade de julgamento, em detrimento da memorização. Reformou o sistema educacional da Bahia e do Rio de Janeiro, exercendo vários cargos executivos. Foi um dos mais destacados signatários do Manifesto da Escola Nova, em defesa do ensino público gratuito, laico e obrigatório, divulgado em 1932. Fundou a Universidade do Distrito Federal, em 1935, depois transformada em Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.
editar Biografia de um Educador
editar Formação e Início da Vida Pública
Anísio Spínola Teixeira era filho de Deocleciano Pires Teixeira e D. Anna Spínola Teixeira. Seu pai, médico, chefe político da cidade de Caetité, casara-se com três irmãs, sucessivamente, sendo sua mãe a terceira delas. A família Spínola, secular na cidade, tinha já vários expoentes na vida social e política nacional - a exemplo de Aristides Spínola e Joaquim Spínola, que foi presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, e fundador da Revista dos Tribunais.
Em sua cidade natal iniciou os estudos no Colégio São Luiz Gonzaga, de jesuítas, continuando depois sua formação basilar em Salvador, em 1914, no Colégio Antonio Vieira, também desta Ordem Religiosa.
Sob a influência desta instituição, cogitou tornar-se um jesuíta - sonho veementemente combatido por seu pai, que projetara uma carreira política para o filho.
Ainda aos 17 anos teve sua inteligência reconhecida por Teodoro Sampaio, que o convida para proferir uma palestra no Instituto Histórico e Geográfico da Bahia.
Formando-se em 1922 na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, dois anos depois foi nomeado pelo Governador Góes Calmon Inspetor Geral de Ensino da Bahia - cargo equivalente hoje ao de Secretário da Educação.
editar O Educador na Bahia
A fim de melhor desempenhar esta função viaja, em 1925, para a Europa, onde observa o sistema educacional de diversos países - implementando em seguida várias reformas no ensino do estado.
Anísio consegue ampliar o sistema educacional, privilegiando a formação de professores. Em sua terra natal, Caetité, reinaugura a Escola Normal, fechada em 1901 por Severino Vieira.
Em 1927 vai aos Estados Unidos, onde trava conhecimento com as idéias do filósofo e pedagogo John Dewey, que muito vão influenciar seu pensamento. No ano seguinte demite-se do cargo por o novo governador não concordar com suas idéias sobre mudanças no ensino.
Volta aos Estados Unidos (1928), onde faz pós-graduação. De volta ao Brasil traduz, pela primeira vez em português, dois trabalhos de Dewey.
editar No Rio de Janeiro
Muda-se para o Rio de Janeiro, ocupando a Diretoria da Instrução Pública do Distrito Federal, em 1931, em cujo mandato institui a integração da "Rede Municipal de Educação", do fundamental à Universidade. Diversas melhorias e mudanças foram feitas, mas a que maior polêmica gerou foi a criação da Universidade do Distrito Federal, em 1935.
Em 1932 participa do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova,
Neste período publicou duas obras sobre educação que, junto a suas realizações, deram-lhe projeção nacional.
editar Política e Perseguição
Durante a última fase do Estado Novo, Anísio afasta-se da vida pública. Dedica-se, então, à mineração - atividade de alguns parentes. Aproxima-se mais do amigo Monteiro Lobato e publica Educação para a Democracia, além de realizar diversas traduções.
Na década de 1940 foi Conselheiro da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
Nos anos 50, dirigiu o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos.
Foi um dos idealizadores do projeto da Universidade de Brasília (UnB), inaugurada em 1961, da qual veio a ser reitor em 1963, para ser afastado após o golpe militar de 1964.
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Avaliação da Aprendizagem: Muito se tem discutido sobre o cenário da avaliação da aprendizagem nestes últimos anos. Avaliar é um ato que deve ser feito com responsabilidade, ética e moral. A avaliação fundamentada em pressupostos tradicionais e apenas quantitativos ainda é uma abordagem usual, contudo devemos refletir sobre este cenário tendo em vista as novas demandas sociais. Ainda neste contexto, vale pontuar que avaliar não deve ser somente medir, mas perceber uma concepção filosófica política que este universo nos remete. Deveríamos repensar os metodos avaliativos para que estes tenham seus limites ultrapassados tendo em vista a introdução de novas tecnologias e de uma pós modernidade educacional. Observamos que refletir sobre o contexto da avaliação no campo do desempenho escolar assim como o cenário da educação na formação do aluno como um indivíduo voltado para a cidadania, trata-se de uma necessidade fundamental para uma prática educativa mais justa e igualitária. Isto porque acreditamos que o processo ensino e aprendizagem deve estar pautado no respeito ao educando, considerando como pressuposto seus aspectos físico, social e econômico; não podendo haver qualquer espécie de discriminação uma vez que no momento em que o aluno é valorizado em sua plenitude, poderá se efetivar a formação de cidadãos críticos e ativos no contexto social. Contudo, vale ainda apontar que a avaliação não é somente uma questão relacionada aos professores, mas à escola como um todo.
A partir destas observações, podemos apontar que a prática educacional brasileira opera na quase totalidade das vezes como verificação. Neste processo avaliativo, deixa-se de lado o foco humanitário, emocional, o conhecimento prévio do aluno sendo considerados apenas certos os conteúdos e respostas que previamente satisfazem os padrões preestabelecidos pelo sistema em vigor. Estas características necessitam ser redimensionadas já que não mais podemos compactuar com processos educacionais que somente se pautem em reproduções conceituais. Dever-se-ia pensar na avaliação para o crescimento do aluno, assim como para construção de sua cidadania e de sua autonomia. Entende-se que, neste processo avaliação – ensino - aprendizagem, todos os educadores devem ter em mente o que é avaliar e o quanto uma avaliação pode mexer com a auto-estima de um aluno, se usada de forma incorreta. Avaliar não deve ter como base a exclusão e sim a inclusão do educando, sempre pensando naquele ser humano como um grande potencial de grandes feitos futuros. Transformar valores e arraigar conceitos deveria ser o principal objetivo da avaliação. Em síntese, não podemos avaliar de forma qualitativa os saberes de cada aluno nas escolas, sem se dar conta do papel do educador; do pedagogo frente à avaliação. Enfatizar o papel do educador perante o sistema avaliativo é importante, pois entendemos que tratamos com pessoas e esperamos que estas, possam contribuir para uma redefinição desta sociedade vigente. A exclusão social se dá na maioria das vezes por conta de processos avaliativos que somente mensuram conhecimentos pré-estabelecidos sem se dar conta do complexo cenário que esta questão nos remete.
As questões avaliativas envolvem reflexões atuais tendo em vista que já não podemos consagrar modelos tradicionais a uma questão tão importante como esta. Desse modo, a compreensão do processo avaliativo no cotidiano escolar é merecedor de grande reflexão, ultrapassando a medida em seu significado. --Fioty (discussão) 11h47min de 18 de Janeiro de 2008 (UTC)Fioty Obtido em "http://pt.wikipedia.org/pt/Avalia%C3%A7%C3%A3o_da_aprendizagem"
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