|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Rede Globo (também conhecida como TV Globo ou simplesmente Globo) é uma rede de televisão brasileira que iniciou suas atividades no dia 26 de abril de 1965, no Rio de Janeiro. Foi fundada e dirigida pelo empresário Roberto Marinho até sua morte, em 2003, quando passou ao controle para seus filhos, Roberto Irineu e João Roberto Marinho. Atualmente, a emissora é uma das maiores de toda a América e a quarta maior do mundo, assistida por 80 milhões de pessoas diariamente.[1][2] A empresa faz parte do grupo empresarial Organizações Globo. A matriz da empresa encontra-se no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. O departamento de notícias está situado no Jardim Botânico, e seus principais estúdios de produção localizam-se no complexo conhecido como Projac, em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade. Em 2007, a Globo alterou suas operações analógicas com o propósito de construir uma produção televisiva em alta definição para a televisão digital.
editar HistóriaEm Julho de 1957, o Presidente da República, Juscelino Kubitschek, aprovou a concessão de TV para a Rádio Globo e, em 30 de Dezembro do mesmo ano, o Conselho Nacional de Telecomunicações publicou um decreto concedendo o canal 4 do Rio de Janeiro à TV Globo Ltda. Sendo assim a TV Globo do Rio de Janeiro foi criada no dia 26 de Abril de 1965. editar Início da expansãoEm 1966, a TV Globo chegou a São Paulo com a aquisição do canal 5 que, desde 1952, funcionava como a TV Paulista, de propriedade das Organizações Victor Costa. Em 5 de Fevereiro de 1968, foi inaugurada a terceira emissora, em Belo Horizonte, e as retransmissoras de Juiz de Fora e de Conselheiro Lafaiete, além de um link de microondas que ligava o Rio de Janeiro a São Paulo. As primeiras emissoras afiliadas à Rede Globo foram a TV Triângulo (Rede Integração de Uberlândia), TV Gaúcha (RBS TV Porto Alegre), no ano de 1967, e TV Anhanguera (Rede Anhanguera), em 1968. editar O acordo com a Time-LifeEm 1967, Roberto Marinho assinou um contrato de colaboração entre a Globo e o grupo Time-Life. O acordo parecia ir contra a lei brasileira, na medida em que dava a uma empresa estrangeira interesses em uma empresa nacional de comunicações, recebendo severas críticas, vindas principalmente do grupo Diários Associados, controlado por Assis Chateaubriand, que era dona da TV Tupi, a mais antiga emissora de TV da América Latina. Mas o acordo deu vantagens decisivas a Roberto Marinho. Vantagens da ordem de seis milhões de dólares, enquanto que a melhor emissora do grupo Tupi tinha sido montada com trezentos mil dólares. Foi o embrião para a criação da futura rede de televisão. No entanto, o acordo não foi considerado ilegal, pois previa apenas colaboração tecnológica e financeira, que, dada a polêmica, foi encerrado, e a dívida adimplida ao longo da década de 1970. editar O início da Rede GloboO início da TV Globo como uma rede de emissoras afiliadas por todo o país se dá a partir de 1969, quando entrou no ar o "Jornal Nacional", primeiro telejornal em rede nacional, ainda hoje transmitido pela emissora e líder de audiência nacional. O primeiro programa foi apresentado por Hilton Gomes e Cid Moreira. Foi criado em 1968, a Santa Missa, o programa mais antigo da emissora. Em 21 de Abril de 1971, entrou no ar a TV Globo Brasília, no canal 10, apresentando uma partida do Vasco contra o Flamengo — ao vivo do Rio de Janeiro — e o programa Som Livre Exportação. Em 1971 também entrou no ar o "Jornal Hoje". Em 1972 foi inaugurada a TV Globo Recife. Também naquele ano a Globo participou do pool de emissoras que efetuou a 1ª transmissão nacional e oficial em cores, junto com as concorrentes Tupi, Record, Bandeirantes entre outras. A televisão mostrou a abertura da Festa da Uva, em Caxias do Sul, em 19 de Fevereiro. Em 31 de Março de 1972, (dia da inauguração do sistema de televisão em cores no Brasil), a TV Globo exibiu o especial "Meu Primeiro Baile", o primeiro programa da televisão brasileira inteiramente gravado em cores. Em 1973 estreou o "Globo Repórter", ainda hoje transmitido pela emissora. Ainda em 1973 entrou no ar o programa "Fantástico", também líder de audiência e ainda hoje transmitido aos domingos. A partir de 28 de Abril de 1974, passou a ser transmitido em cores. Em 1977 toda a programação da emissora passa a ser a cores. Em 1982 a emissora implantou a transmissão via satélite. A década de 1970 é o momento em que a Globo começa a construir o que seria chamado de "Padrão Globo de Qualidade", em que o horário nobre é preenchido com duas novelas encaixadas por um telejornal curto e sintético, uma telenovela que seria chamada a partir de então de "novela das oito" e, depois, uma linha de shows, filmes ou o "Globo Repórter", sempre com bastante regularidade de horário e programação. Este padrão nada mais é do que a chamada "grade fixa", tanto na vertical (sequência dos programas no dia), quanto na horizontal — respeito à sequência ao longo dos dias da semana — , orquestrada por Walter Clark e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (mais conhecido como "Boni") em 1960, antes responsáveis pela programação da extinta TV Excelsior. A grade fixa é utilizada pela Globo nos dias de hoje fielmente. Grande parte das "inovações" impostas na grade de programação e na forma de produção dos programas foi obtida graças à contratação de profissionais oriundos da TV Excelsior, cuja concessão fora cassada pelo Governo Militar em 1970, e que já operava com muitos dos parâmetros utilizados pela Rede Globo para criar seu "Padrão Globo de Qualidade". Este padrão seria decisivo para a conquista da liderança de audiência, pois, no final da década de 1970, as duas grandes redes, a Rede Record e a Rede Tupi, estavam se deteriorando por falta de recursos e estratégia, sobrando apenas a Globo como uma alternativa de certa qualidade. editar Curiosidadeseditar As telenovelasA Rede Globo especializou-se em fazer telenovelas, que são vendidas atualmente para mais de trinta países. Novelas de inúmeros gêneros: comédias, românticas, atuais e de época, ambientadas no Rio de Janeiro, em São Paulo, no campo, no litoral e em todos os estados brasileiros. Existem dúvidas entre diversos críticos e especialistas se tais novelas veiculam opiniões, usos e costumes de toda a sociedade brasileira e se elas refletem a sociedade brasileira. Alguns alegam ser impossível dada a extensão geográfica e à elevada diversidade sócio-cultural do país. Por outro lado, as telenovelas da Globo no Brasil, bem como telenovelas mexicanas no México e séries de televisão nos Estados Unidos produzem de imediato fenômenos de "massificação", objeto de diversos estudos mas que pode ser verificado de maneira empírica e simples sem necessidades de um protocolo ou estudo experimental complexo e ao alcance de qualquer indivíduo: basta sair ao comércio de roupas e calçados, em qualquer região do país, em busca de itens que estejam em sincronia com o que surge na TV. O fato é conhecido da indústria que explora o potencial de marketing associado. Atualmente a emissora está no Guiness Records por ter mais de 260 telenovelas já gravadas e outras quatro ainda em andamento. A telenovela-série "Malhação" está no ar de segunda-Feira a sexta-feira, desde 24 de Abril de 1995. A Globo produz também programas de variedades, séries, jornalismo e esporte. Alguns críticos apontam as telenovelas como uma das causas da derrocada do cinema brasileiro desde a década de 1980, o que é questionado por outros, uma vez que as Organizações Globo, desde a década de 1990, tem investido no mercado cinematográfico, aproveitando sua infra-estrutura, sua experiência no formato televisivo e seus contratos com atores e diretores. A dúvida entre vários críticos também é se a renda do brasileiro, que é baixa, levaria também o brasileiro ao cinema para ver filmes nacionais pagos, uma vez que as telenovelas são gratuitas e disponíveis em várias edições e formatos. Além disso, o público que assiste filmes norte-americanos e europeus e paga por ingresso não é necessariamente o mesmo público que assiste à Globo gratuitamente e de maneira sistemática. Por outro lado, críticos da emissora dizem que as produções cinematográficas da Globo são excessivamente comerciais e pecam em qualidade, e que a emissora não incentiva de verdade o cinema brasileiro, preferindo transmitir em sua grade a cerimônia do Óscar e não transmitindo o Festival de Cinema de Gramado na íntegra, preferindo um evento de massa a um evento mais restrito. editar Jornal NacionalO "Jornal Nacional" foi o primeiro telejornal brasileiro a ser transmitido em rede nacional, em 1969. Os episódios narrados a seguir são comentados por seus protagonistas no livro 35 Anos de Jornal Nacional, lançado em 2004.
editar EsportesA Rede Globo vem acumulando os direitos de transmissão de competições estratégicas,também adota a lógica de tratamento adotada para outros tópicos como cultura e ciência, ditada por estatísticas de interesse da maioria. Sob o ponto de vista da Teoria da informação pode-se concluir que a emissora adota a antítese: jamais apresenta informação nova. A Rede Globo possui direitos de transmissão sobre:
Desde o final da década de 1990, ela detém os direitos sobre as transmissões das principais competições de futebol brasileiro, pois não transmite futebol internacional.
O direito de transmissão do campeonato de Fórmula 1 é comprado todos os anos pela Rede Globo, desde a década de 1980. A emissora detém a exclusividade sobre os direitos de transmissão das provas.
Há tempo, a Rede Globo possui os direitos de transmissão. Ela mantém há anos uma equipe pequena — normalmente 2 ou 3 comentaristas esportivos — obrigada a acompanhar todas as modalidades esportivas neste evento. O resultado é uma pronunciada baixa de qualidade, fruto da impossibilidade de um único narrador conhecer aspectos técnicos de vários esportes. Comparativamente, durante os Jogos Olímpicos de 2004, duas redes francesas de televisão se revezaram 24 horas por dia durante todo o evento. Diversos narradores diferentes e especialistas em cada esporte narravam cada competição ao público. Em Beijing 2008, a Globo foi a responsável por transmitir para todo o mundo os jogos de Voleibol de praia[3]. Além de acordos com outras modalidades esportivas. editar Controvérsiaseditar Muito Além do Cidadão KaneEm 1993, o Channel Four (contrariando a crença geral de que seria a BBC), uma rede de TV Britânica, produziu um filme que conta a história da Rede Globo de Televisão. O documentário foi proibido no Brasil desde 1994, graças a uma ação judicial movida por Roberto Marinho. Atualmente existem poucas cópias em circulação no Brasil, além de versões piratas circulando pela internet, como no site Youtube. O filme conta com a participação de alguns artistas, políticos, e especialistas como Luiz Inácio Lula da Silva, Chico Buarque, Leonel Brizola e Washington Olivetto. O documentário jamais esteve no circuito de cinemas brasileiros e a exibição que ocorreria no Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro, foi proibida pelo então presidente da República, Itamar Franco. O título original é "Beyond Citizen Kane". Ele teve origem no personagem de Orson Welles, Cidadão Kane ou Charles Foster Kane , criado no final da década de 1940, como protótipo do magnata dono de um império de comunicação. O personagem Cidadão Kane, por sua vez, foi criado por Wells para o filme sobre William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. O documentário é dividido em 4 partes:
editar Eleições de 1989A emissora é acusada de ter ajudado a eleger o candidato Fernando Collor de Mello nas eleições de 1989, através da manipulação de trechos do último debate de Collor contra Lula. Há quem veja indícios de "manipulação" em algumas tramas de telenovelas na mesma época. Uma delas é "Que Rei Sou Eu?", que parodiava a situação política e econômica do Brasil em um país imaginário da Europa, em 1786, assolado em casos de corrupção, o que por outro lado, poderia beneficiar qualquer candidato da oposição ao então presidente José Sarney, não apenas Collor. Outro caso de manipulação seria "O Salvador da Pátria", em que um personagem matuto, chamado Sassá Mutema e interpretado por Lima Duarte, é usado por políticos inescrupulosos e se torna prefeito de uma pequena cidade do interior. A acusação seria a de que o personagem fora criado para ser identificado com o candidato do PT, Luís Inácio Lula da Silva, que não possui nível superior e dá declarações que são consideradas polêmicas para o nível educacional exigido dos homens políticos, dando a entender que Lula não seria adequado ao cargo de presidente por possuir uma falha educativa. Por outro lado, houve quem defendesse que o personagem fazia uma campanha a favor de Lula, pois mostrava um homem simples e humilde que estava preocupado com o bem-estar de seu povo. editar Diretas Já!A Rede Globo acompanhou os primeiros comícios pelas eleições diretas apenas nos telejornais locais. Naquele primeiro momento, as manifestações não entraram nos noticiários de rede. Quando a adesão popular ao movimento cresceu, de fato, o Jornal Nacional passou a noticiar todas as manifestações de rua. No dia 25 de Janeiro, foi ao ar, pela primeira vez em rede, aquele que é considerado o primeiro grande comício das diretas, realizado na praça da Sé, em São Paulo. Naquele dia, o telejornal exibiu reportagem de dois minutos e 17 segundos sobre o tema. No entanto, a cobertura criou polêmica porque o apresentador do Jornal Ncional chamou a reportagem na "escalada" (manchetes de abertura do telejornal) como a festa em comemoração aos 430 anos da cidade de São Paulo, sem fazer ali referência ao comício. Entretanto, na reportagem de Ernesto Paglia, os telespectadores receberam corretamente a informação de que houve também um comício pelas "diretas já". editar Direito de resposta de Leonel BrizolaEm 15 de Março de 1994, a Rede Globo colocou no ar durante o Jornal Nacional direito de resposta obtido pelo então governador do Rio, Leonel Brizola, após dois anos de disputa judicial [4]. Brizola havia entrado na Justiça contra a Globo em 1992, depois que o Jornal Nacional de 6 de Fevereiro daquele ano divulgou trechos do editorial que seria publicado no dia seguinte pelo jornal O Globo, intitulado "Para entender a fúria de Brizola". O governador do Rio, que queria impedir a emissora de transmitir o desfile carioca das escolas de samba daquele ano era acusado pelo editorial de O Globo de sofrer "declínio da saúde mental" e de "deprimente inaptidão administrativa". Na resposta que foi ao ar, lida pelo locutor Cid Moreira, Brizola dizia não reconhecer na Globo "autoridade em matéria de liberdade de imprensa" e que a emissora teve "longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou nosso país". Brizola dizia ter sido "apontado como alguém de mente senil". Na seqüência, argumentava: "Ora, tenho 70 anos, 16 a menos que meu difamador, que tem 86 anos. Se é este o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que os use para si". editar Eleições de 2006Houve várias críticas à forma como a Globo fez cobertura das eleições, principalmente quanto a uma atenção exagerada a indícios negativos em relação ao PT, fato que levou a emissora a fazer, internamente, um frustrado abaixo-assinado [5] para tentar defender-se das críticas e de reportagem da revista CartaCapital [6]. Mais tarde, Rodrigo Vianna, ex-jornalista da emissora, divulga carta aberta em que critica várias das posturas da emissora, dando sua visão de como os processos se davam internamente e criticando o abaixo-assinado interno da emissora [7]. editar Programaçãoeditar Slogans
editar Institucionais
editar Fim de ano
editar Grandes eventos esportivos
editar Emissoras da Rede Globoeditar TV Globo PortugalA saída do canal GNT e das grelhas das operadoras e sua respectiva substituição pelo canal Rede Record, da responsabilidade da PT Conteúdos do grupo Portugal Telecom, causou grande polêmica não só entre os brasileiros residentes em Portugal, mas também entre os clientes em geral, que ficaram desapontados. Em outubro de 2007, a Globo voltou às grelhas, pelo menos as da TV Cabo, lançando dois canais PPV, o TV Globo Portugal, generalista, e o PFC, de futebol brasileiro. [8] editar LogotipoO atual logotipo da Rede Globo, usado desde 2008, é composto de uma esfera azul com um retângulo de cantos arredondados e extremidades desiguais, o qual apresenta um espectro nas cores azul, verde, amarelo e vermelho. Dentro desse retângulo prismático, assenta-se uma pequena esfera platinada de tamanho médio. O projeto é de autoria do designer austríaco Hans Donner, criador de diversos logotipos da emissora desde 1976. Segundo ele, a esfera representa o mundo, e o retângulo, uma tela de televisão que exibe o próprio mundo. Segundo Hans Donner, foi elaborado especialmente para homenagear a chegada da televisão digital brasileira aberta. Referências
editar Ver tambémeditar Bibliografia
editar Ligações externas
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| All Right Reserved © 2007, Designed by Stylish Blog. |