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O rock industrial é basicamente a junção entre o rock and roll "pesado" e a música eletrônica. Mais especificamente, ele agrega em si influências tão díspares quanto a música industrial original e EBM, thrash Metal, noise rock (The Swans, Big Black) e Pós-punk (Killing Joke, Public Image Ltd).
editar CaracterísticasO rock industrial tem diferenças regionais. No caso do Ministry, o criador americano do estilo fundido com o metal, apresenta: bateria eletrônica, uso intensivo de sintetizador, riffs de guitarra derivados do thrash metal e muita distorção: na guitarra, na bateria e, principalmente, nos vocais. Uma outra característica marcante do Rock Industrial daquele tempo eram os samples que coloriam as faixas – as invocações de Aleister Crowley, slogans nazistas e diálogos de filmes de terror. Isso sem dúvida é uma herança direta do Throbbing Gristle, a banda que inventou o “Industrial” como gênero musical. Já na Inglaterra, onde foi criado quase simultaneamente (pelo Godflesh), o metal industrial assumiu as seguintes características: vocal gutural (ou melhor, semi-gutural), power chords dissonantes, uma afinação bem grave e muita microfonia; tudo isso marcado por uma bateria eletrônica milimetricamente perfeita. Nos últimos anos a Alemanha têm oferecido seu próprio “take” do gênero: o Neue Deutsche Härte ("nova dureza alemã"). Lideradas anteriormente pelo KMFDM e atualmente pelo Rammstein, essas bandas são influenciadas pelo metal e pela música eletrônica alemã, tendo em seus shows em grande estilo do punk, usando os mais variados artifícios computadorizados. editar HistóriaA guitarra nunca foi um corpo estranho na música industrial. De Cabaret Voltaire ("Nag Nag Nag") à Skinny Puppy ("Testure"), todos usaram guitarras distorcidas como um elemento a mais nas suas composições. Paralelo a esses artistas, temos o Pós-punk do Joy Division, Killing Joke e Public Image Ltd. Esses três grupos - dentre outros - conseguiram fundir de forma bem-sucedida o Dub jamaicano, o Punk rock inglês e a batida mecânica do Kraftwerk, antecipando o rock industrial em muitos sentidos. Apesar disso tudo, ninguém antes do Ministry tinha feito "um Thrash metal com sequenciadores" (palavras do próprio Al Jourgensen). Independente dos protestos headbangers, o metal industrial se firmou no começo dos anos 1990 - inclusive com a aprovação do mainstream. Prova disso foi o Ministry e o Nine Inch Nails concorrerem no Grammy para Best Metal Performance (1992)[1]. (Foi o NIN que levou a estatueta para casa[2]). O nível de vendas também ia bem - o Nine Inch Nails conseguiu um disco de platina[3] por Broken (1992) e o Ministry atingiria a mesma marca três anos depois com o seu Psalm 69 (1992)[4]. Essa nova re-popularidade da música industrial se refletiu no número de encomendas por remixes que esses artistas receberam. Medalhões como Pantera, Prong, Megadeth, Anthrax e White Zombie encomendaram remixes para, respectivamente, o Godflesh, Foetus, Nine Inch Nails, Ministry e KMFDM. Até grupos de grindcore e death metal se renderam ao experimentalismo da música industrial. Membros do Obituary e Napalm Death se juntaram para montar o Meathook Seed; Mick Harris (ex-batera do Napalm) formou o Scorn; e o Morbid Angel encomendou um EP de remixes para o Laibach. Mas influência do rock industrial não parou no Metal; de mega-estrelas do rock alternativo (Red Hot Chili Peppers) até veteranos como David Bowie experimentaram com o estilo. Esse surto de popularidade abriu as portas para a nova geração do rock industrial atingirem sucesso comercial - entre eles Marilyn Manson, Filter, Fear Factory, Stabbing Westward, White Zombie e os alemães do Rammstein. Segundo os cálculos da RIAA (Recording Industry Association of America) o gênero vendeu, só entre 1995-1999, cerca de 17,5 milhões de cópias nos Estados Unidos. E entre 2000-2005, 10 milhões de cópias[5]. Há uma tendência recente de chamar o metal industrial de "crossover", o que é uma corrupção de seu significado original[6]: bandas dos anos 1980 que misturavam Hardcore com Thrash metal, a lá Dirty Rotten Imbeciles, S.O.D., Agnostic Front, Suicidal Tendencies, etc. editar Críticas"Com o Ministry, o som industrial deixou de ser chato". "Eles provam que, de agora em diante o conceito de "música pesada" terá de ser revisto".[7] A empolgação da revista Bizz com o Ministry contrasta vividamente com uma resenha feita para o Tabula Rasa (1993) do Einstürzende Neubauten.[8] Referências
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