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A sonda Rosetta é uma missão da Agência Espacial Européia - ESA, lançada pelo foguete Ariane 5 G+ na base de Kourou, na Guiana Francesa, em 2 de Março de 2004. Sua missão é o de estudar o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, cometa esse que viaja entre as órbitas da Terra e de Júpiter . A sonda consiste em duas estruturas. A parte principal, a sonda que foi denominada de Rosetta, e o módulo de aterrissagem, que foi denominado de Philae. A sonda recebeu este nome em honra a Pedra da Rosetta, pedra esta que auxiliou o entendimento dos hieróglifos egípcios. O módulo de aterrissagem recebeu o nome de uma ilha de Philae no rio Nilo que contém um obelisco, que também contribuiu para decifrar os hieróglifos. No momento a sonda executa manobras de assistência gravitacional com o auxílio da Terra.
editar O módulo aterrizadorApós 21 dias de seu lançamento, o módulo de aterrissagem da sonda Rosetta, recebeu o nome de Philae. Philae é o nome de uma ilha do rio Nilo que contém um obelisco onde nele foi encontrada uma inscrição bilíngüe, que incluía os nomes de Cleópatra e de Ptolomeu em hieróglifos egípcios. Esta inscrição forneceu ao historiador francês Jean-François Champollion as últimas informações necessárias que lhe permitiram decifrar a antiga escrita egípcia que estava escrita na Pedra da Rosetta. editar A missãoPara estudar as origens dos cometas e as relações entre os cometas e o material interestelar e suas implicações com as origens do Sistema Solar; uma série de medições deverão ser feitas.
editar A sondaO corpo principal da nave espacial mede 2,8 x 2,1 x 2,0 metros, onde estão dispostos todos os seus subsistemas e demais equipamentos. A sonda tem dois painéis solares de 14 metros de comprimento, perfazendo uma área total de 64 metros quadrados. Ela tem uma massa de 3.065 kg e mais de 50% de sua massa é representado pelo propelente. Em uma das faces do orbitador existe uma antena de alto-ganho em forma de prato de 2,2 metros do diâmetro móvel. Do lado oposto da sonda temos o módulo de aterrissagem. Como a sonda Rosetta deverá operar a uma distância de 720 milhões de km do Sol, onde o nível de luz será apenas de 4% do nível de iluminação da Terra, a sonda está equipada com painéis solares gigantes.
editar PropulsãoNo coração do orbitador está localizado o sistema de propulsão. Montandos em volta do tubo de descarga estão os dois grandes tanques de propelente. No tanque superior contém o combustível, no tanque inferior contém o oxidante. O orbitador transporta 24 empuxadores para a correção da trajetória e para o controle de altitude. Cada um destes empuxadores aplica uma força de 10 Newtons. editar Lutetia e SteinsA sonda Rosetta, como missão secundária, deverá orbitar próximo a dois asteróides do Cinturão de Asteróides a caminho do cometa 67P. Os asteróides são: Z867 Steins e 21 Lutetia, que deverão ser interceptados em 5 de Setembro de 2010 e 10 de Julho de 2010. O asteróide 21 Lutetia foi descoberto em 15 de Novembro de 1852 por H. Goldsmith. Ele tem aproximadamente 100 km de diâmetro. O asteróide 2867 Steins foi descoberto em 4 de novembro de 1969 por N. Chernykh. Ele tem cerca de 10 km de diâmetro. editar Sumário do cometa
editar CometaO objetivo inicial da missão Rosetta era visitar o cometa denominado 46P/Wirtanen. Mas devido a contratempos no veículo lançador Ariane 5, a Agência especial européia teve que escolher um outro cometa a ser visitado. Após cuidadosas análises, o escolhido foi o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Com esta escolha a sonda Rosetta terá que executar uma trajetória bastante complexa que vai incluir três passagens pela Terra e uma passagem por Marte, para realizar manobras com o auxílio da força gravitacional destes planetas, para que a sonda chegue ao cometa. Essas manobras são denominadas de assistência gravitacional. Neste caminho a sonda irá visitar por duas vezes o Cinturão de Asteróides. Quando finalmente conseguir chegar ao cometa 67P, a sonda vai entrar em órbita do mesmo e vai acompanhar o cometa em sua viagem em direção ao Sol. A sonda pesquisará o cometa por um período de 18 meses seguidos, utilizando todos os seus 11 instrumentos de pesquisa durante seu mergulho para o interior do Sistema Solar. Como o cometa Churyumov-Gerasimenko é tipicamente mais ativo quando ele se encontra mais próximo do Sol, os cientistas poderão observar de perto as mudanças que o cometa sofrerá. Espera-se que esta bola de gelo sofra grandes alterações e passe a jorrar gases através de furos na sua superfície. Porém o cometa apresenta um grande periélio e a sonda não deverá ser afetada pelo calor do Sol. Pouco se sabe sobre este cometa, pois ele reflete muita pouca luz e seu núcleo fica totalmente envolvido por gases e partículas, quando ele viaja próximo ao Sol. Toda esta missão deverá terminar em Dezembro de 2015, seis meses depois que o cometa passar pelo seu periélio e iniciará o seu retorno para as regiões frias de Júpiter. O período de orbitação do cometa é de 6,57 anos. O telescópio espacial Hubble tirou 61 fotos do cometa Churyumov-Gerasimenko, revelando que o cometa tem um núcleo de 3 a 5 quilômetros de comprimento e uma forma elipsoidal (como uma bola de rugby). Leva 12 horas para completar uma rotação. Este cometa será três vezes maior que o cometa anteriormente escolhido. editar Etapas da aproximaçãoEntre Janeiro até Maio de 2014, a sonda deverá fazer a sua aproximação inicial com o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Imagens obtidas pela sonda, auxiliadas por observações da Terra, deverão ser fundamentais para garantir uma aproximação segura. A sonda deverá acionar seus empuxadores de manobras, para diminuir a velocidade relativa entre eles em torno de 25 metros por segundos. Feito isso, a sonda deverá nos próximos três meses, de Junho a Agosto, lentamente diminuir sua velocidade relativa para apenas 2 metros por segundo. Em Agosto, já com uma distância inferior a cerca de 200 quilômetros do núcleo, serão feitas o mapeamento do cometa. Eventualmente a sonda entrará em órbita ao redor do cometa. A velocidade relativa já deverá ser de apenas alguns centímetros por segundo. Serão selecionados cinco pontos no cometa, como áreas de pouso para o módulo de aterrissagem. Em Novembro quando já tiver sido escolhido o local do pouso, o módulo de aterrissagem será liberado, quando a sonda estiver cerca de um quilômetro de distância. O módulo pousará a uma velocidade de um metro por segundo. Uma vez realizado o pouso, a sonda enviará imagens de alta-resolução, além de outros dados do cometa. Os dados coletados serão armazenados no orbitador e retransmitidos para a Terra no primeiro período de contacto com as estações de rastreamento. Entre Novembro de 2014 e Janeiro de 2015, o orbitador continuará a orbitar o cometa , observando o que vai acontecer com o seu núcleo de gelo, quando ele se aproximar do Sol. A missão vai se encerrar em Dezembro de 2015. A sonda Rosetta deverá novamente viajar próximo a órbita da Terra, isso depois de 4.000 dias após o seu lançamento. editar Instrumentos do orbitadorO orbitador Rosetta dispõe de 11 instrumentos científicos. São eles:
editar O módulo de aterrissagemO módulo de aterrissagem tem uma massa de 100 kg e foi construído através de um consórcio europeu liderado pela German Aerospace Research Institute (DLR). Outros membros deste consórcio são a ESA e institutos da Áustria, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Itália e a Inglaterra. editar Instrumentos do módulo de aterrissagemO módulo de aterrissagem transporta nove instrumentos científicos. São eles:
editar Cronograma
Durante a sua jornada, a sonda Rosetta deverá seguir as seguintes fases em relação ao asteróide:
editar Situação atual da sondaComunicado de 28 de Novembro de 2005 Ressalta-se o apoio dado ao choque que a sonda Deep Impact causou no cometa Tempel 1, ocorrido em 4 de Julho de 2005. Na ocasião foram utilizados cerca de quatro instrumentos científicos da sonda na observação do cometa Tempel 1. Os instrumentos eram: OSIRIS, MIRO, VIRTIS e Alice, que juntamente com a câmera de navegação, observaram o cometa no período que se iniciou em 28 de Junho e terminou em 14 de Julho. OSIRIS foi o único instrumento que pôde monitorar o cometa Tempel 1 continuamente antes do impacto até depois do impacto. Estas observações resultaram na publicação de dois artigos na revista Science e na revista Nature. editar Ligações externas |
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