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Phoenix é uma sonda espacial não-tripulada da NASA, lançada de Cabo Canaveral em 4 de agosto de 2007, com o objetivo de pesquisar por moléculas de água na região do pólo norte do planeta Marte, onde pousou em 25 de maio de 2008. Lançada ao espaço por um foguete Delta II, a sonda consiste em um aterrissador dotado de um braço mecânico destinado a coletar amostras de solos, para análises físico-químicas. A Phoenix leva um aterrissador que tinha a intenção de ser utilizado pela sonda Mars Surveyor 2001 antes de seu cancelamento. Ela transporta um conjunto de instrumentos mais atualizados com relação aos utilizados na fracassada missão Mars Polar Lander. O objetivo da sonda é a procura de água e ela pousou próximo ao pólo norte de Marte onde acredita-se existir água congelada. Pouso este realizado nas coordenadas 68,218830N 234,250778E[1], ou seja, próximo ao pólo norte do planeta. A missão deverá durar cerca de 150 dias marcianos e a Phoenix utilizará o seu braço robótico para cavar o solo marciano. Este solo é afetado pelas variações sazonais do clima nos pólos e poderá conter componentes orgânicos necessários para a vida. Para analisar as amostras de solo coletadas pelo braço robótico, a sonda espacial transporta um aquecedor e um mini laboratório portátil de última geração. As amostras serão aquecidas para liberar seus componentes voláteis, que poderão então ter sua composição analisada quimicamente, além de outras características. A sonda Phoenix herda as tecnologias de imagem embutidas nas missões Pathfinder e Mars Exploration Rover. Ela também possui uma câmera de alta definição e som estéreo no alto de uma coluna de 2 metros de altura. Esta câmera tem dois "olhos" que observarão as vizinhanças em alta resolução, a fim de localizar o melhor solo a ser escavado. Ela também está equipada com uma câmera multi-espectral para a identificação dos minerais locais. Além de pesquisas no solo, a Phoenix também pesquisará a atmosfera de Marte, monitorando-a até uma altitude de vinte quilômetros, obtendo dados sobre a formação, duração e movimento das nuvens, dos nevoeiros e das tempestades de areia que caracterizam o planeta. Medirá também a temperatura e a pressão atmosférica no local de pouso. Todo o programa Phoenix da NASA é coordenado pelo cientista brasileiro Ramon de Paula.[2]
editar PousoDepois de viajar por 296 dias e atravessar a atmosfera marciana a 21 mil km/h, a Phoenix pousou em segurança no local pré-determinado, próximo ao pólo norte marciano e sobre a dura camada de 'gelo' do planeta no dia 25 de maio de 2008, às 23:38 UTC, com transmissão ao vivo da sala de controle do programa pela internet.
editar 'Gelo' em MarteNo dia 19 de junho, a NASA anunciou que pedaços de um material brilhante e claro do tamanho de dados, no buraco "Dodo-Goldilocks" cavado pela pá do braço robótico da Phoenix, haviam desaparecido no curso de quatro dias marcianos, o que cientificamente implica fortemente em que sejam compostos de água congelada, que evaporou quando exposta na superfície. Apesar de gelo seco, sem água, também evaporar, na condição presente em Marte ele evaporaria muito mais rápido que o observado nas imagens. Ver abaixo, os pedaços cristalizados existentes na sombra inferior esquerda antes e à direita depois de quatro dias de exposição na superfície. editar Neve em MarteEm outubro de 2008, a NASA anunciou que a sonda detectou neve na superfície marciana, proveniente de gases emitidos pelas nuvens do planeta, e testes de laboratório demonstraram interação entre minerais e água em estado líquido. A neve foi detectada por um instrumento à laser, desenhado para reunir informação sobre o comportamento da atmosfera e da superfície do planeta. As nuvens responsáveis pela formação de neve no solo, estavam cerca de 4 quilômetros acima do ponto onde a Phoenix aterrisou, e os dados coletados indicam que se evaporou antes de tocar terra.[3] editar Instrumentos
A Phoenix sendo montada em Cabo Canaveral
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editar Panorama de MarteLocal de pouso
Um panorama de 360 graus montado com imagens feitas entre os dias (sóis) 1 e 3 após o pouso em Marte. A parte superior da imagem foi esticada verticalmente num fator de 8 para mostrar detalhes da paisagem. É visível próximo do horizonte o escudo com o paraquedas de descida (uma mancha brilhante acima e à direita do limite do painel solar esquerdo, aproximadamente a 300 m de distância) e o escudo de proteção termal com sua marca de quicagem no solo (duas linhas acima do centro do painel solar esquerdo, aproximadamente a 150 m de distância). No horizonte, à direita do mastro de meteorologia, é possível ver uma cratera. (Deslocar a imagem para a direita se você não estiver vendo o início do mastro). Referência
editar Ligações externas
calculo da trajectória para marte da sonda Phoenix [1]
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