Tarsila do Amaral.html

 
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Tarsila do Amaral
Tarsila do Amaral
Retrato de Tarsila, ca. 1925
Nascimento 1 de setembro de 1886
Capivari
Falecimento 17 de Janeiro de 1973 (86 anos)
São Paulo
Nacionalidade brasileira
Ocupação pintora
Magnum opus A Negra; Abaporu; Antropofagia; Operários
Movimento estético Modernismo brasileiro

Tarsila do Amaral (Capivari, 1 de setembro de 1886São Paulo, 17 de janeiro de 1973) foi uma pintora e desenhista brasileira.

Índice

editar Biografia

Foi a pintora mais representativa da primeira fase do movimento modernista brasileiro, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.

Começou a aprender pintura em 1917, com Pedro Alexandrino. Mais tarde, estuda com George Fischer Elpons. Em 1920, viaja à Paris e freqüenta a Academia Julian, onde é orientada por Émile Renard. Na França, conhece Fernand Léger e participa do Salão Oficial dos Artistas Franceses de 1922, desenvolvendo técnicas influenciadas pelo cubismo. De volta ao Brasil, em 1922, une-se a Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, formando o chamado Grupo dos Cinco, que defende as idéias da Semana de Arte Moderna e toma a frente do movimento modernista no país.

Casa-se com Oswald de Andrade em 1926 e, no mesmo ano, realiza sua primeira exposição individual, na Galeria Percier, em Paris. A partir de então, suas obras adquirem fortes características primitivistas e nativistas e passam a ser associadas aos Movimentos Pau-Brasil e Antropofágico, idealizados pelo marido. É dessa época sua tela Abaporu, cujo nome de origem indígena que significa "antropófago". A teoria antropofágica propunha que os artistas brasileiros conhecessem os movimentos estéticos modernos europeus, mas criassem com uma feição brasileira.

Em 1931, após viagem à União Soviética, passa por uma fase de temática mais social, da qual são exemplos as telas Operários e Segunda Classe. Expõe nas 1ª e 2ª Bienais de São Paulo e ganha uma retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) em 1960. É tema de sala especial na Bienal de São Paulo de 1963 e, no ano seguinte, apresenta-se na 32ª Bienal de Veneza.

Apesar de integrar-se ao movimento modernista brasileiro, não participou da Semana de 22 porque não se encontrava no Brasil.

editar Cronologia

editar Representações na cultura

Tarsila do Amaral já foi retratada como personagem no cinema e na televisão, interpretada por Ester Góes no filme "Eternamente Pagu" (1987), Eliane Giardini nas minisséries "Um Só Coração" (2004) e "JK (minissérie)" (2006).

Tarsila do Amaral foi homenageada pela União Astronômica Internacional, que em 20 de novembro de 2008 atribuiu o nome "Amaral" a uma cratera do planeta Mercúrio.ligação externa

editar Obras

  • Retrato de Oswald de Andrade - 1923
  • Estudo (Nú) - 1923
  • São Paulo (Gazo) - 1924
  • Antropofagia - 1929
  • A Cuca - 1924
  • Pátio com Coração de Jesus - 1921
  • Chapéu Azul - 1922
  • Auto-retrato - 1924
  • O Pescador - 1925
  • Manteau Rouge - 1923
  • A Negra - 1923
  • São Paulo - 1924
  • Sol Poente - 1929
  • A Família - 1925
  • Vendedor de Frutas - 1925
  • Paisagem com Touro - 1925
  • A Feira I - 1924
  • Religião Brasileira - 1927
  • O Lago - 1928
  • A Gare - 1925
  • Morro da Favela - 1924
  • Coração de Jesus - 1926
  • O Ovo ou Urutu - 1928
  • A Lua - 1928
  • Abaporu - 1928
  • Carnaval em Madureira - 1924
  • Cartão Postal - 1928
  • Anjos - 1924
  • EFCB (Estação Central do Brasil) - 1924
  • Operários - 1933
  • Manacá - 1927
  • O Mamoeiro - 1925
  • Pastoral - 1927
  • O Sono - 1928

editar Ver também

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editar Ligações externas


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