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Localização de Vigo
Vigo
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Brasão de Vigo Bandeira de Vigo
Localização
Localização de Vigo
Localização de Vigo
Vigo
Localização de Vigo na Espanha

42° 14' 10" N 8° 43' 36" O42° 14' 10" N 8° 43' 36" O

Comun. Autónoma Galiza
Província Pontevedra
Dados
Alcaide Abel Caballero (PSOE)
Área 109,1 km²
População 294 772 hab. (INE 2007)
Densidade 2 701,85 hab./km²
Altitude 0 metros
Gentílico Vigués/sa Olivico/a
Código postal 362xx
Website hoxe.vigo.org
Município da Espanha

Vigo é um município da Espanha na província de Pontevedra, comunidade autónoma da Galiza, de área 109,1 km² com população de 294772 habitantes (2007) e densidade populacional de 2663,07 hab/km². Seus habitantes são chamados vigueses ou olívicos.

Fica situada situada à beira da ria que leva o seu nome. Dista 71 quilómetros de Santiago de Compostela (capital da Galiza) e pouco mais de vinte quilómetros de Valença do Minho, a localidade portuguesa mais próxima.

Com cerca de 293.255 habitantes (censo de 2006), é a maior cidade da Galiza. Porto marítimo, com importante actividade pesqueira, sendo o principal porto pesqueiro da Europa. Centro comercial e económico do sul da Galiza e cabeceira da principal área industrial da comunidade autónoma.

Índice

editar História

editar Pré-história

Vigo e sua comarca estiveram povoadas desde tempos remotos. Entretanto, até o momento não se localizou nenhuma comprovação da era paleolítica e os poucos achados são da Idade da Pedra e estas peças encontram-se no Museu Municipal de Castrelos.

editar A época romana

Em Vigo o processo romanizador foi intenso. Evidências arqueológicas indicam uma importante atividade portuária e comercial no litoral viguês desde o século II a.C., desenvolvendo-se um progressivo processo de romanização, consolidado durante o século I d.C., uma vez establecida a paz romana.

O processo de romanização durou cerca de seiscentos anos dos quais ficaram relevantes vestígios, investigados em numerosas excavações arqueológicas: vilas (villae) distruibuídas pelo litoral (Alcabre, Toralla…), restos de instalações portuárias, ruas, instalações produtivas, necrópoli, além da intensa romanização dos povoados castrenhos do município.

Recentes esvações arqueológicas em Areal e no Casco Velho põem a possibilidade da existência, pelo menos entre os séculos III e VI d.C., de um importante assentamento humano.

editar A Idade Média

Contamos com muito pouca informação, especialmente da Alta Idade Média. Foi o tempo de freqüentes incurssões da pirataria procedentes do norte da Europa que fizeram que a população se mudasse para o interior em busca de mais segurança.

Durante a Idade Média, a Igreja dominou a sociedade galega. Vigo dependeu durante muitos anos do monastério cisterciense de Melón.

A partir do século XII, Vigo começa a recuperar sua população, mas segue submetida a um estrito controle do poder eclesiástico e dos senhores feudais. A paróquia de Santiago de Vigo era a mais importante da vila.

editar Do século XV ao XVIII

A Praça da Espanha em Vigo

Apesar do período dos corsários, a vila foi crescendo. Vigo tinha uma importante atividade artesanal e comercial, mas o principal era o marítimo. Alguns documentos comprovam já nesta época a importância que tinha a pesca de sardinha. Em 1573 foi assinado o primeiro ato que regulava essa pescaria.

Em 1587 as epidemias da peste e a pirataria dizimaram a população. Em 1702 acontece a batalha de Rande. A frota anglo-holandesa perssegue a frota espanhola e os barcos de guerra francesas que a escoltavam. Esta importante frota, carregada de riquezas procedentes da América, foi destruída depois de uma cruel batalha em mar e terra. Ainda hoje existem restos deste episódio bélico nos fundos da Rande.

Em 1778 Carlos III rompe com o monopólio dos portos autorizados a comercializar com a América e Vigo começa a beneficiar-se do tráfico de alto bordo. Por esta época a vila estava completamente cercada com uma muralha, construída pelo motivo da Guerra de Restauração Portuguesa diante do temor de uma invasão.

A chegada à cidade na segunda metade do século XVIII de comerciantes e industriais catalães levam a uma pequena revolução económica.

editar Século XIX

Como outros muitos lugares de Espanha, Vigo foi ocupado pelo exército francês em 1809. A resistência popular a esta invasão provoca um levantamento dirigido pelos militares Pablo Morillo e Bernardo González "Cachamuínha" que com a ajuda inestimável do Conde de Gondomar, sem cuja ajuda não teríam podido fazer frente ao exército invasor, terminam com um assalto às muralhas e com a expulsão do exército napoleônico. Este episódio motivou a concessão a Vigo do título de cidade Fiel, Leal e Valorosa.

Em 1833 é construído o caminho real que leva a Madrid, conhecido como estrada de Castilla ou de Villacastín. Um ano depois é terminada as obras de construção da Colegiata por Melchor de Prado, já que o antigo templo havía sido destruído em um dos numerosos saqueos sofridos pela vila. A cidade cresce e seus governantes concordam em demolir as muralhas para facilitar sua expansão.

A segunda metade do século XIX foi um período de contínuo crescimento da cidade, propiciado, entre outras coisas, pelo incremento das relações com a América. Neste tempo continuam abrindo-se fábricas o que provoca o crescimento da população assalariada e também de uma burguesia financeira. Vigo se expande extramuros com a abertura de novas ruas e a construção de nobres edifícios.

editar Século XX

Com a entrada no século XX, a burguesia liberal viguesa toma em suas mãos os mecanismos de poder económico e político. Se instalam novas indústrias ao tempo que melhoram as comunicações. Em pouco mais de dez anos a população é duplicada (em 1910 havía 30.000 habitantes).

No primeiro terço deste século, o porto de Vigo está unido à imagem de vários galegos que embarcaram rumo à emigração americana. Outro símbolo é o eléctrico, que começou a funcionar em 1914. Todo este dinamismo ficou neutralizado com o início da Guerra Civil Espanhola.

Nas décadas de 1960 e 1970 Vigo sofreu um crescimento urbano acelerado, e por vezes desordenado, motivado pelo desenvolvimento industrial.

editar Geografia

Vigo vista do Monte do Castro

editar Localização

A cidade de Vigo se estende em direção noroeste-sudoeste pela margem sul da ria de Vigo, no sopé do Monte do Castro, que acabou rodeando completamente devido ao crescimento urbano.

editar Clima

O clima da cidade de Vigo é oceânico com influências mediterrâneas. Caracteriza-se por invernos suaves e chuvosos, e verões quentes mas não ao extremo, pois as temperaturas não chegam a superar os 32°C.

Temperatura e precipitações médias mensais (Estação de Peinador)
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Temperatura °C 10 11 13 14 15 17.3 19.4 19.4 18.0 14.6 11.3 9.2
Precipitações mm. 255 219 145 148 141 73 43 40 113 215 228 298

editar Demografia

Variação demográfica do município entre 1991 e 2004
1991 1996 2001 2004
276109 286774 280186 292059

editar Governo e administrações

Prefeitura de Vigo

A prefeita de Vigo desde dezembro de 2003 até junho de 2007 foi Corina Porro, do Partido Popular, que governou em minoria pela falta de acordo com a oposição.

Conforme a divisão comarcal prevista pela Junta da Galizia, a Comarca de Vigo está integrada pelos siguientes municípios: Vigo, Redondela, O Porriño, Nigrán, Bayona, Gondomar, Mos, Fornelos de Montes, Pazos de Borbén, Salceda de Caselas e Sotomayor.

A divisão interna do município de Vigo é complexa, como o restante de prefeituras galegas. Se divide em paróquias (que não podem ser confundidas com as eclesiásticas) e estas por sua vez em bairros e os bairros são dividos em lugares. Por exemplo o Caminho da Feira está no lugar de As Relfas, bairro de Moledo e paróquia de Sárdoma.

A cidade é dividida em 24 paróquias: Alcabre, Beade, Bembrive, Bouzas, Cabral, Candeán, Castrelos, Cíes, Coia, Comesaña, Coruxo, Freixeiro, Lavadores, Matamá, Navia, Oia, Saiáns, San Paio, San Xoán do Monte, Sárdoma, Teis, Valadares, Vigo Centro e Zamáns.

editar Economia

Porto de Vigo

A comarca de Vigo caracteriza-se pela economia diversificada vinculada à indústria e aos serviços. Entre os motores da economia de Vigo está a indústria automobilística, liderada pelo Grupo PSA (Peugeot/ Citroën). São importantes a construção naval e o setor pesqueiro em todas suas vertentes, desde a indústria extractiva, armadores, até comercial. Vigo é o primeiro porto comercializador de pescado para consumo humano do mundo (650.000 toneladas no ano de 2004). O porto de Vigo conta com mais de 9 km de milhas de atraque.

Uma infraestrutura relevante na economia de Vigo é o aeroporto de Vigo (ou aeroporto de Vigo-Peinador) situado fora da cidade, que em 2005 superou a cifra de 1.100.000 viajantes.

Outras atividades económicas importantes em Vigo são a indústria química e farmacêutica, a indústria textil, a indústria editorial, alimentícia, a fabricação de produtos para a construção, a fabricação de maquinaria industrial, a engennharia naval e em menor escala a indústria aeronaútica.

editar Lugares de interesse

  • O Casco Velho: É a zona antiga de Vigo. Onde se encontra a famosa praça e mercado de Pedra, além da praça da Constituição, a Concatedral de Santa María, a Biblioteca Penzol e outros edifícios emblemáticos da Vigo barroca e moderna.
  • A Concatedral de Santa María de Vigo, antiga Colegiata: Iniciada em 1816 e terminada de construir em 1836, em sustituição do templo gótico anterior.
  • A Alameda e Montero Ríos-Areal: Zona de passeio próxima ao porto desportivo e ao Casco Vello.
  • A Porta do Sol: Lugar onde se encuentra o monumento conhecido popularmente como "o Sireno", do escultor Francisco Leiro.
  • A Praça da Constituição: À entrada do casco antigo, considerada como a Praça Maior de Vigo. Muito familiar, com muitos terraços e cafés.
  • Vigo é uma das cidades espanholas com maior número de edifícios modernistas, sendo importante também o número de edificações de outros estilos como ecleticismo ou racionalismo, que dão a singular aparência a várias zonas do centro urbano.
  • Santa María de Castrelos: Do século XII, está formada por uma única nave de ábside semicircular e uma planta de 20 por 7 metros.
  • San Salvador de Corujo: Também do século XII. Destaca sua monumental ábside. Trata-se da igreja monasterial do antigo priorato que existiu em Vigo.
  • Santiago de Bembrive: Igreja do século XII.
  • Museu municipal Quiñones de León
  • MARCO ou Museu de Arte Contemporânea de Vigo: Trata-se de um importante museu que acolhe exposições artísticas de alto nível na fotografia, escultura ou na pintura. Ofrece também diversas atividades didáticas e performances.
  • Museu do Mar da Galizia
  • Casa Galega da Cultura (ou Biblioteca Penzol)
  • A praia de Samil: Uma das maiores de Vigo e a mais freqüentada pelos turistas e visitantes.
  • A Praia de Canido
  • A praia de Vao
  • As Ilhas Cíes, arquipélago que forma parte do Parque nacional das Ilhas AtlÂnticas. Dispõe de praias e camping. Em 2007, o jornal britânico The Guardian elegeu a praia da ilha de Monteagudo como "a praia mais bonita do mundo".

editar Ligações externas

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