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1 Viriato (? – 139 a.C.) foi um dos líderes da tribo lusitana que confrontou os romanos na Península Ibérica.
editar EtímologiaVárias teorias são consideradas quando se refere à etimologia do nome de Viriato.[1] O nome pode ser composto de dois elementos: Viri e Athus. Viri pode derivar:
editar A vida de Viriato
Pouco se conhece sobre a vida de Viriato. Não se sabe a data nem o local exacto onde nasceu e a única referência à localização da sua tribo nativa foi feita pelo historiador grego Diodoro da Sicília que afirma que ele era das tribos Lusitanas que habitavam do lado do oceano. Viriato pertencia à classe dos guerreiros, a ocupação da elíte, a minoria governante. Ele era conhecido entre os romanos como dux do exercito Lusitano, como adsertor, protector, da Hispania [4], ou como imperator [5] provavelmente da confederação das tribos Lusitanas e Celtiberos [6].
Outros estudos indicam que a teoria de que Viriato era um pastor não é a mais correcta.[7] Segundo Pastor Muñoz, Viriato seria um aristocrata proprietário de cabeças de gado. [8] Tito Lívio descreve-o como um pastor que se tornou caçador e depois soldado, dessa forma teria seguido o percurso da maioria dos jovens guerreiros, a iuventos, que se dedicavam a fazer incursões para capturar gado, à caça e à guerra. [9]Na tradição romana os antepassados mais ilustres eram pastores, e Viriato é comparado áquele que teria sido o pastor mais ilustre que se tornou no rei de Roma, Rómulo. [10] A ideologia do rei-pastor, o pastor que se tornou rei, está presente na tradição de várias culturas para além da grega e da romana. [11][12]A metáfora do rei- pastor de Homero era frequentemente usada para dar ênfase às funções e deveres de um rei.[13] Havia quem pensasse que Viriato tinha uma origem obscura [14] no entanto Diodoro da Sicília também diz que Viriato "demonstrou ser um príncipe".[15] Os Lusitanos homenageavam Viriato com os títulos de Benfeitor, (Grk:evergetes), [16] e Salvador, (Grk: soter ),[17] os mesmos títulos honoríficos usados pelos reis da dinastia ptolemaica. Ele foi descrito como um homem que seguia os princípios da honestidade e trato justo e foi reconhecido por ser exacto e fiel à sua palavra nos tratados e alianças que fez.[15] Diodoro disse que a opinião geral era de que ele tinha sido o mais amado de todos os líderes lusitanos [15] editar A guerra de ViriatoViriato, descrito como sendo um pastor e caçador nos altos Montes Hermínios da Lusitânia, actual Serra da Estrela, foi eleito chefe dos lusitanos. Depois de defender vitoriosamente as suas montanhas, Viriato lançou-se decididamente numa guerra ofensiva. Entra triunfante na Hispânia Citerior, (divisão romana da Península Ibérica em duas províncias, Citerior e Ulterior, separadas por uma linha perpendicular ao rio Ebro e que passava pelo saltus Castulonensis (a actual Serra Morena, em Espanha), e lança contribuições sobre as cidades que reconhecem o governo de Roma. Dois tipos de guerra foram atribuídos a Viriato, bellum, quando ele usava um exercito regular, e latrocinium, quando os combates envolviam pequenos grupos de guerreiros e o uso de tácticas de guerrilha [18] Para muitos autores, Viriato é visto como o modelo do guerrilheiro. Em 147 a.C. opõe-se à rendição dos lusitanos a Caio Vetílio que os teria cercado no vale de Betis, na Turdetânia. Mais tarde derrotaria os romanos no desfiladeiro de Ronda, que separa a planície de Guadalquivir da costa marítima da Andaluzia, onde viria a matar o próprio Vetílio. Mais tarde, nova vitória contra as forças de Caio Pláucio, tomando Segóbriga e as forças de Cláudio Unimano que, em 146 a.C., era o governador da Hispânia Citerior. No ano seguinte as tropas de Viriato voltam a derrotar os romanos comandados por Caio Nígidio. Ainda nesse ano, Fábio Máximo, irmão de Cipião o Africano, é nomeado cônsul da Hispânia Citerior e encarregado da campanha contra Viriato sendo-lhe, para isso, fornecidas duas legiões. Após algumas derrotas, Viriato consegue recuperar e, em 143 a.C. volta a derrotar os romanos, empurrando-os para Córdova. Ao mesmo tempo, as tropas celtibéricas revoltavam-se contra os romanos iniciando uma luta que só terminaria por volta de 133 a.C. com a queda de Numância. Em 140 a.C. Viriato inflinge uma derrota decisiva a Fábio Máximo Servilliano, novo cônsul, onde morreram em combate cerca de 3000 romanos. Servilliano consegue manter a vida oferecendo promessas e garantias da autonomia dos lusitanos e Viriato decide não o matar. Ao chegar a Roma a notícia desse tratado, foi considerado humilhante para a imponência romana e o Senado volta atrás, declarando guerra contra os lusitanos. Assim, Roma envia novo general, Servílio Cipião que tinha o apoio das tropas de Popílio Lenas. Este renova os combates com Viriato, mas este mantém superioridade militar e força-o a pedir uma nova paz. Envia, neste processo, três comissários de sua confiança, Audas, Ditalco e Minuros. Cipião recorreu ao suborno dos companheiros de Viriato, que assassinaram o grande chefe enquanto dormia. Um desfecho trágico para Viriato e os lusitanos, e vergonhoso para Roma, superpotência da época, e que se intitulava arauto da civilização. Depois de Viriato morrer, Tantalos (Grk: Τάνταλος)[19] tornou-se líder do exército lusitano até ser capturado. Sem a forte resistência de Viriato, Decius Junius Brutus pôde marchar para o nordeste da península, atravessando o rio Douro subjugando a Galiza. Júlio César ainda governou o território (agora Galécia) durante algum tempo. editar Viriato de Sílio ItálicoFoi argumentado que Sílio Itálico, no seu poema épico intitulado Púnica,[20] menciona um Viriato mais antigo que teria sido contemporâneo de Anibal [21]. Ele foi chamado de primo Viriathus in aeuo, e foi um líder dos Gallaeci e dos Lusitanos. O Viriato histórico, seria o que recebeu o título de , regnator Hiberae magnanimus terrae, o mais magnanimo dos reis da terra Ibérica. [22] Roma chega a pactuar com Viriato, quase reconhecendo como soberano, porém à traição, compactuou com 3 (três)de seus companheiros para que o assassinassem.Anos antes, o general romano Sérgio Galba quase dizima os lusitanos, e Viriato foi um dos que escaparam.O historiador Estrabão assim definiu a Lusitânia:"A mais poderosa das nações da península ibérica, a que, entre todas, por mais tempo deteve as armas romanas". Por fim prevaleceu a superior disciplina das legiões. Todavia, tão pouco podiam os Romanos contar com a submissão dos povos da Península Ibérica que se viram forçados a manter o país em rigorosa ocupação militar, e de aí provieram os primeiros exércitos permanentes de Roma. Quarenta mil homens se mantiveram na península ibérica em permanente guarda. editar Referências
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